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Maio: Assembleia Municipal inteira-se sobre convenção de estabelecimento do projecto Little África Maio

Porto Inglês, 10 Set (Inforpress) – A Assembleia Municipal tomou pulso esta quinta-feira sobre a convenção de estabelecimento assinado entre o Governo de Cabo Verde e o grupo International Holding Cabo Verde, sobre a implementação do projeto “Little África Maio”.

A assembleia municipal esteve reunida, em sessão extraordinária para avaliar e posicionar-se, favoravelmente, sobre a obra e a referida convenção de estabelecimento do projecto, a ser desenvolvido na ilha do Maio nos próximos tempos.

Para o líder da bancada municipal da situação (MpD), Fernando Jorge da Graça, este projecto “Little Africa Maio”, é considerado como sendo “o maior investimento” a ser realizado no país e que na sua opinião “vai revolucionar  todos os aspectos praticamente da ilha”, realçando que um dos aspectos fundamentais da sua implementação tem que ver com a inserção da própria população no seu funcionamento.

“Só a título de exemplo, na fase inicial dos trabalhos vai-se criar cerca de dois mil postos de trabalhos, o que certamente a ilha do Maio por si só não vai conseguir acudir toda esta demanda de mão-de-obra, e isso vai ser uma contribuição não só a nível local, mas para todo o país”, frisou.

Para Fernando Jorge da Graça, tanto o Governo central como local têm vindo a dar uma atenção especial à ilha e a este projecto em particular, pelo que disse acreditar que todos os aspectos advenientes da implementação deste projecto foram acautelados, de modo a que a ilha não venha a sentir o impacto de alguns aspectos menos bons, que normalmente surgem nestes tipos de situação.

Por seu lado, o porta-voz da bancada municipal da oposição (PAICV), José Augusto Fortes, esta sessão serviu para a sua bancada esclarecer sobre alguns aspectos ligados à implementação do referido projecto, pelo que durante a sessão aproveitaram para pedir esclarecimento de como vai ser levado a cabo o projecto do grupo International Holding Cabo Verde (IHCV).

“Queremos esclarecer alguns aspectos, por exemplo quem é este investidor, que são perguntas normais que qualquer cidadão questiona, e por se tratar de uma empresa unipessoal aí queremos saber mais, porque não se trata de uma concecionária nem nacional nem internacional quanto mais uma multinacional e pelo valor em causa questionamos se este projecto é exequível”, salientou.

José Augusto Fortes, disse por outro lado que receberam as informações do edil maiense Miguel Rosa, que consideram ser “pertinentes”, pelo que vão acreditar na “boa fé naquilo que ele nos disse”, destacando que uma das grandes preocupações apresentadas tem que ver com as propriedades privadas, uma vez que o referido investimento vai ser implementado na ZDTI da zona sul da ilha, onde fica adjacente a terrenos de privados.

Algo que, conforme afiançou, não foi acautelado na convenção de estabelecimento, pelo que vão arranjar um outro canal para recolherem mais informações sobre este aspecto, tendo em conta que as explicações dadas por Miguel Rosa “não foram conclusivas”, uma vez que também são porta-vozes dos munícipes.

Aquele porta-voz defende que ainda é preciso alguma preparação, principalmente da população, com vista a tirarem proveito deste projecto nos diversos sectores da actividade económica.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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