Maio: Autarquia aprova orçamento de 376 mil contos e plano de actividade para 2021

Porto Inglês, 29 Dez (Inforpress) – A Câmara Municipal do Maio, de maioria MpD, aprovou o plano e o orçamento para 2021, no valor de 376 mil contos, com votos favoráveis dos dez eleitos do MpD (partido que gere a câmara) e três contra do PAICV (oposição).

Em declarações à imprensa, o líder da bancada do Movimento para Democracia (MpD), Fernando Jorge da Graça, justificou o voto a favor por se tratar de um orçamento “realista” e que está muito virado para questões sociais e humanas, sobretudo para fazer face à pandemia do novo coronavírus.

“Consideramos o documento realista, porque a edilidade vai diminuir o custo pagamento de selo do transporte escolar e com isso vai contribuir que nenhum jovem fique de fora do sistema de ensino, sobretudo quando se destina neste orçamento cerca de 11 mil contos para formação profissional. Isso quer dizer que estamos a preparar os jovens para o mercado de trabalho, além do montante de 33 mil contos para reabilitação de habitações”, salientou.

Considera ainda o líder da bancada que os dois instrumentos abarcam áreas como habitação social, desporto, cultura, disponibilizando também uma atenção às actividades geradores de emprego destinadas aos jovens.

O documento, prosseguiu, contempla igualmente a formação profissional dos jovens para o mercado de trabalho e também as famílias mais vulneráveis, dando vazão às necessidades actuais da ilha, conforme a promessa feita na campanha eleitoral.

Fernando Jorge da Graça frisou ainda que existe uma intenção clara dos poderes local e central para atrair cada vez mais os investidos privados para a ilha, assim como parceiros de desenvolvimento, com vista ao tão “almejado desenvolvimento” que pretende para ilha nos próximos tempos.

Por seu lado, o porta-voz do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), José Augusto Tavares, esclareceu que o voto contra da sua bancada deve se ao facto de estes dois documentos estarem desfasado das necessidades e da situação em que a ilha e o pais está a enfrentar neste momento, defendendo, por isso, que seria aconselhável dar mais atenção ao sector da protecção civil, com vista a enfrentar esta pandemia.

“Devemos focar nas receitas e nas ajudas que vamos receber do exterior para combatermos a pandemia, principalmente agora que estamos a ter uma certa centralidade do foco da covid-19 aqui na ilha” notou.

Lembrou da necessidade de dar uma atenção ao sector urbanístico, principalmente na cidade do Porto Inglês, que, na sua opinião, está “um pouco esburacada”, com falta de “polidez”, mesmo em ruas calcetadas, embora tenha admitido que a edilidade fez algumas obras de requalificação nos vários povoados, mas ainda a população está a queixar-se da falta de rendimento para sua sobrevivência.

“Existe uma certa diferença de visão e do saber fazer, mas, acima de tudo, daquilo que nós achamos que deveria ser feito melhor para ilha do Maio neste momento” advogou, acrescentando ainda que no decurso da análise destes dois documentos encontraram “pontos que não estavam a ligar-se” e que a edilidade não conseguiu explicar, apesar de alguns esforços feitos, mesmo pela bancada que suporta a Câmara Municipal.

Por seu lado, o edil Miguel Rosa considerou que este é um orçamento “realista” e “responsável” e que vai ao encontro das necessidades actuais da ilha, num momento “de uma certa incerteza”.

A edilidade, adiantou, está a contar com o apoio do Governo central e dos parceiros de desenvolvimento da ilha, na realização destes dois instrumentos de gestão que vão canalizar 243 mil contos na vertente de investimentos, o que representa 64 por centos (%) do montante global e os restantes 36 por centos (%) vão ser canalizados para funcionamento.

“É um orçamento que vai na lógica de realizar a agenda 20/30 ou cumprir agenda ODS e está em sintonia com o desenvolvimento sustentável”, assegurou.

Miguel Rosa disse ainda que com este orçamento vão continuar a apoiar as pessoas na reabilitação das suas moradias, maioria delas com tectos com fissuras e também na auto-construção assistida, cedência de terrenos para jovens com família constituída e que têm intenção de construir uma moradia.

Aquele autarca prometeu ainda dispensar uma atenção à pesca, ao desporto, com conclusão do estádio municipal, e dos dois campos relvados nas vilas de Barreiro e Calheta, além da formação profissional dos jovens para o mercado, tendo em conta que a ilha vai receber um “grande investimento” turístico já no inicio do próximo ano.

WN/JMV

Inforpress/Fim

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