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Maio: Arranque das obras do projecto ‘Little Africa Maio’ orçado em cerca de 500 milhões de euros previsto para Julho

Porto Inglês, 24 Abr (Inforpress) – O investidor espanhol do projecto “Little África Maio”, Enrique Bañuellos, disse que os trabalhos físicos da infra-estrutura devem arrancar ainda no decorrer do primeiro semestre deste ano, de acordo com o plano traçado.

Segundo o representante dos investidores do Grupo Internacional Holding Cabo Verde (IHCV), liderado pelo espanhol Enrique Bañuellos, que falava no acto de apresentação pública do projecto, orçado em cerca de 500 milhões de euros, pretende-se criar “um destino único nunca antes apresentado”, que vai permitir aos turistas terem uma conexão com o continente africano nos seus diversos aspectos.

Ao mesmo tempo,   acrescentou, os visitantes vão ter a possibilidade de conhecerem a vertente cultural e gastronómica do continente, mas acima de tudo “num lugar seguro com máxima de atenção em saúde”, aliás como um “pequeno paraíso único onde se possa desfrutar”.

Conforme avançou aquele investidor, os turistas que vão visitar a ilha poderão fazer negócio no Maio e ao mesmo tempo desfrutar da natureza e conhecer a cultura local, com a possibilidade de visitarem a ilha e descobrirem a cultura e costumes locais, o que lhes permite também interagir com a população local.

“Estamos a projectar um destino turístico com um patamar de nível superior em que um turista que aqui vem vai gastar sete vezes mais do que o normal, isso também implica número inferior do que em um sistema ‘all inclusive’, o que vai permitir a sustentabilidade do projecto” realçou Enrique Bañuellos.

Os trabalhos, de acordo com a mesma fonte, devem iniciar-se a partir do mês de Julho, após a tomada de posse do novo Governo e da aprovação no parlamento da lei que regulamenta as acções deste projecto, tendo em vista que o mesmo “já tinha sido estudado”, o que permitiu a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo e o referido grupo de investidores.

“Já na próxima semana vai estar aqui na ilha a nossa equipa topográfica, que é composta por quadros cabo-verdianos, que vão realizar o levantamento topográfico fazendo recurso a drones para a medição de todo o terreno para pudermos projectar de uma forma técnica todos os planos rodoviários, das infra-estruturas” assegurou a mesma fonte.

Um outro aspecto que vai merecer “uma atenção especial” deste projecto é a preparação do projecto ambiental, que conforme avançou são as duas “questões fundamentais” para o arranque das obras, ressalvando que toda energia a ser consumida vai ser produzida internamente, assim como a água e tratamento dos resíduos sólidos.

Este projecto, orçado em cerca de 500 milhões de euros, precisou Bañuellos, vai empregar na primeira fase mil trabalhadores e mais mil na próxima fase, acrescentando que todos os que virão de fora terão um albergue para morarem, a fim de se evitar barracas.

Todavia, disse esperar tanto do Governo como da autarquia uma acção de formação dos jovens baseado na “qualidade” para puderem  trabalhar, visto que a prioridade vai ser para jovens da ilha e depois os da ilha de Santiago e as outras ilhas.

Enrique Bañuellos acrescentou ainda que há já algum tempo que estão em concertação com as empresas cabo-verdianas que vão executar as obras, em sintonia com o grupo que representa, frisando que vão apoiá-los na ajuda financeira e na maquinaria pesada.

Acrescentou que as mesmas terão suporte das empresas internacionais que as auxiliará na construção das obras do aeroporto e do novo porto.

“Entendemos desde início que o Governo deve empregar os seus recursos em questões mais prioritários do País”, concretizou, por isso, ajuntou, um dos primeiros compromissos que o grupo manifestou é que não irá solicitar “nem se quer um euro”, quanto mais uma garantia ou a construção de infra-estruturas públicas.

“Portanto, 100% da construção do aeroporto e do novo porto será financiado por nós, claro que também vai ser em parceria com o Governo”, enfatizou.

Aquele investidor salientou, por outro lado, que pretendem que a ilha do Maio venha a ser “a ilha dos museus”.

Para tal, assegurou, o grupo de investidores do “Little África Maio” vai construir vários pavilhões em que cada país do continente africano vai expor a sua cultura e gastronomia dentro do referido projecto, algo que já foi apresentado na cimeira do turismo africano que decorreu nas Seychelles, em parceria com a Organização Mundial do Turismo.

WN/AA

Inforpress/Fim

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