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Maio: Apoio para reparação de embarcação e aquisição de motores de popa entre reivindicações da classe

Porto Inglês, 05 Fev (Inforpress) – A Associação dos Pescadores ‘Vindos do Sul’, da ilha do Maio, aponta como sendo uma das principais necessidades da classe o apoio para reparação das suas embarcações e aquisição de motores de popa.

Em conversa hoje, com a Inforpress no Dia dos Pescadores, o presidente da Associação Vindos do Sul, Carlos Manuel Santos, considerou que um dos grandes ganhos da classe na ilha nos últimos meses, tem sido a abertura da loja de venda de materiais na cidade do Porto Inglês, pertencente àquela organização, pelo que até o momento tem decorrido como previsto e agora estão na fase de reforço de ‘stock’ e aquisição de novos materiais.

No entanto, salientou que uma das grandes necessidades de vários associados neste momento, tem que ver com a falta de meios para reparem as suas embarcações e outros na aquisição de um novo motor de popa, razão pela qual estão com alguma dificuldade em se fazerem ao mar à procura de ganha-pão e mesmo para conseguirem fundos para colmatarem esses problemas.

Carlos Manuel Santos frisou ainda que a falta de um “cacifo” para colocarem os seus motores após um dia de pesca, afigura-se também como uma das reivindicações da classe, visto que o actual espaço já não reúne as condições para tal, e não querem carregar este material no ombro todos os dias, por ser “muito cansativo”.

De todo modo, aquele representante mostrou-se esperançoso de que esta lacuna venha a ser ultrapassada ainda este ano, tendo em conta que existe um financiamento no quadro da modernização e ampliação do porto do Maio, a ser executada pela autarquia em parceria com o Governo central, salientou, dizendo que esperam ser contactados na altura da sua implementação para darem os seus contributos.

“Uma das coisas que também gostaríamos de ver implementado tem que ver com a requalificação do mercado de peixe na praia de ‘bixe rotcha’ para que as peixeiras possam fazer os seus trabalhos com dignidade, visto que neste momento aquele espaço não reúne as condições necessárias e se se quer acabar com a venda de peixe nas ruas é preciso primeiro criar as condições de trabalho, oferecendo-lhes malas e outros equipamentos”, enfatizou.

A apanha do isco dentro da baía por parte de embarcações semi-industriais para comercialização, ainda, de acordo com a mesma fonte, continua a ser “um dos grandes constrangimentos” para os pescadores da ilha, além de formação às peixeiras no ramo de transformação do pescado e formação em segurança no mar e em línguas estrangeiras, tendo em conta que a ilha almeja ser uma referência turística no país.

Carlos Manuel Santos considerou que, neste momento, estão a ter melhorias no relacionamento com a nova equipa camarária, bem como o Ministério da Economia Marítima, pelo que disse estarem abertos para continuarem a trabalhar em prol do desenvolvimento da pesca e da melhoria das condições de trabalho dos pescadores na ilha, sendo certo que isso passa pelo cumprimento das promessas feitas pelas autoridades local e central.

Para assinalar o dia, ‘Vindos do Sul’ tem programado uma corrida de bote e jogo de cartas entre os pescadores na tarde desta sexta-feira, como forma de não deixar o dia “passar em branco”, devido a restrições impostas com medidas de prevenção à covid-19.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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