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Maio: Apanha de areia nas praias constitui ainda uma preocupação para núcleo de fiscalização

Porto Inglês, 08 Jun (Inforpress) – A situação da apanha de areia em algumas praias balneares preocupa o núcleo de fiscalização das praias e encosta na ilha do Maio, que tem vindo a realizar algumas acções de sensibilização junto da população.

Segundo o delegado do Instituto Marítimo e Portuário (IMP) e coordenador do núcleo de fiscalização conjunta, Miguel Cândido, a situação da apanha de areia tem vindo a acontecer à noite e de madrugada, o que lhes dificulta o trabalho, pelo que solicitam a colaboração da população.

Neste particular, explicou que estão a sensibilizar as pessoas para serem mais vigilantes e fazerem o seu papel de fiscalização, denunciando tal prática, através da linha grátis da polícia local.

Miguel Cândido informou ainda que a situação é mais preocupante na vila da Calheta, onde se regista apanha de areia nas praias de Cadjetinha e de João Martinho, que fica situado na localidade de Ribeira Don João, acrescentando que também já registaram apanha em outras praias, mas de forma menos expressiva.

De todo modo, considerou, trata-se de uma preocupação para as autoridades local.

A mesma fonte garantiu que já mantiveram encontro com os proprietários de veículos e todas as pessoas interessada neste assunto para lhes informar e sensibilizar sobre este problema, informando-lhes que todas as condições já foram criadas para que a apanha de areia seja feita em laje branca, local identificado para tal, indicou, ressalvando que “mesmo assim um ou outro camionista ainda continua a infringir”.

Tendo em conta esta situação, Miguel Cândido exortou as pessoas a ajudá-los nesta missão de proteger as praias, fazendo denúncias, porque só assim vai se poder manter as praias livre da apanha da areia, lembrando que já tiveram caso em que flagraram um camionista a transportar areia de uma praia em que lhe foi aplicado uma multa, assim como está estipulado na lei.

O coordenador do núcleo de fiscalização frisou, por outro lado, que se a ilha a ilha almeja ser distinguida como reserva da biosfera da Unesco, é fundamental que conservação e protecção do ambiente da biodiversidade e práticas culturais sejam uma prioridade.

Sobre a recolha de lixo nas praias, aquele responsável afiançou que o núcleo tem um plano da recolha de lixo de pelo menos duas vezes ao ano, durante a qual contam com a colaboração da população de todos os povoados da ilha, mas que este ano, devido a situação da pandemia do novo coronavírus, ainda não foi possível a realização da mesma.

Miguel Cândido exortou ainda as pessoas, que neste momento frequentam as praias aos fins-de-semana, para protegerem o oceano, não deixando o lixo nas praias, pois estão abertos a cooperar com a unidade de produção de azulejo em Santo Antão, caso esta mostrar-se interessada, visto que anualmente muita quantidade de plástico é retirada das praias da ilha.

O núcleo de fiscalização é composto por elementos do Instituto Marítimo e Portuário, Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente, Câmara Municipal do Maio, Fundação Maio Biodiversidade, Sociedade de Desenvolvimento de Turístico Integrado das ilhas de Boavista e Maio e Polícia Nacional.

WN/AA

Inforpress/Fim

 

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