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Maio: Agricultores “descontentes” com demora na distribuição da água dos furos para rega equipados há vários meses

Porto Inglês, 29 Mar (Inforpress) – Os agricultores maienses dizem estar “descontentes”, porque após dois anos de espera pelo equipamento dos furos, e mesmo estando agora equipados, não lhes foi disponibilizado água para rega, pelo que estão “a passar dificuldades”.

Os agricultores das diferentes localidades, onde foram equipados os furos afirmam que devido à falta de água nos seus poços, estão a abandonar as suas propriedades, pelo que consideram estar a passar por “momentos difíceis”, tendo em conta que este era o único fonte de rendimento a que dispunham, porque neste momento não estão a produzir nem sequer para o consumo familiar, quanto mais para comercializarem.

Os que ainda resistem à seca disseram à Inforpress que estão a “tentar fintar” este problema da falta de água nos seus poços, produzindo com a pouca quantidade que ainda dispõem, por isso apelam ao ministro da tutela que lhes ajudem no que for possível, de modo a não abandonarem o campo, visto que não possuem outra profissão e nem como sustentarem as suas famílias.

Segundo o agricultor Escolástico Oliveira, tal como ele, os colegas estão “desiludidos” com a Delegação e mesmo com o ministro da Agricultura e Ambiente que, há praticamente dois anos, tem vindo a lhes prometer água para rega, o que, até então, não aconteceu. Enquanto isso, dizem estar a passar por “grandes dificuldades” para sustentarem as suas famílias sem poderem arcar com as despesas mensais.

Conforme avançou, a esperança residia na entrada em funcionamento do furo da ribeira de Sololó em Monte Vermelho, que foi equipado há alguns meses, no entanto, disse que passado todo esse tempo estão à espera. Referiu que aquando da visita do ministro da Agricultura receberam a garantia do presidente da ANAS de que tudo fariam para que o furo entrasse em funcionamento dentro de poucos dias.

Por seu lado, André Rosa afirmou estar a sofrer do mesmo problema da falta de água no seu poço, porque, segundo adiantou, o verdejante que antes caracterizava o perímetro agrícola de Monte Vermelho, já deu lugar ao castanho, e neste momento já nem sequer estão com água para darem de beber aos seus animais, quanto mais para produzirem para o consumo familiar.

“Durante a visita do ministro da Agricultura e Ambiente à ilha do Maio, foi-nos dito que, em pelo menos uma semana, seria feito o estudo para se saber a quantidade de água que o furo dispõe para poderem saber a quantidade a ser disponibilizado diariamente aos agricultores. No entanto já passaram mais de um mês e a situação ainda continua na mesma e não sabemos o resultado do mesmo estudo e para quando vamos ter água para trabalharmos”, frisou.

Aquele agricultor disse ainda que, assim como ele muitos colegas já abandonaram as suas propriedades e outros há mais de um ano, e muitos deles estão a passar por “momentos difíceis”, tento em conta que não estão a poder arcar com as suas despesas mensais como electricidade, água e entre outros e muitos deles estão com filhos nas escolas.

De referir que, o equipamento dos furos de Sololó em monte vermelho, Pedro Vaz e Figueira estava previsto há praticamente dois anos e até agora nenhum deles está a abastecer água aos agricultores, que aguardam com uma certa “expectativa” e muitos afirmam estar “desacreditados” na entrada em funcionamento dos mesmos.

Pelo que a Inforpress apurou, neste momento já iniciaram os trabalhos da abertura de vala em Monte Vermelho para a criação da rede de distribuição, mas ainda não foi avançado uma data para a entrada em funcionamento do furo.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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