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Maio: Agricultores de sequeiro consideram que a produção do milho e feijões ficou aquém das expectativas

Porto Inglês, 19 Nov (Inforpress) – Os agricultores de sequeiro consideram que a produção do milho e feijões ficou aquém das expectativas, já que, para além de Agosto, nos restantes meses, não se registou nenhuma quantidade de chuvas para garantir uma boa ‘azágua’ (colheita).

A queda da chuva logo nos primeiros dias e que continuou de forma regular durante o mês de Agosto, tanto na cidade do Porto Inglês, como em algumas localidades, alimentou a esperança dos homens do campo quanto a um ano agrícola melhor do que nos anos anteriores. Mas isso não se efetivou, porque no “momento chave” em que se estava a precisar de pelo menos uma chuva ela não veio para garantir a produção agrícola.

Por esta razão, os camponeses dizem que o ano agrícola ficou um pouco aquém das expectativas, embora admitam que foi, relativamente melhor em relação ao ano anterior, no que tange à produção de milho.

No entanto, os homens do campo da zona centro norte da ilha dizem estar “satisfeitos” com a quantidade de pasto existente, porque acreditam que vai garantir a alimentação do gado até à próxima estação de chuva. 

O aparecimento de pragas também contribuiu para que a produção de feijão fosse “praticamente nula”, todavia apontam alguma falha por parte da Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente  no combate às pragas, principalmente os gafanhotos que invadiram as propriedades agrícolas de sequeiro.

Em conversa com a Inforpress, o criador de gado e também agricultor de sequeiro Rui dos Reis disse que este ano a produção do milho é praticamente nula, uma vez que no momento crucial do crescimento da vegetação não se registou nenhuma quantidade de chuva, apesar do mês de Agosto ter registado uma boa quantidade de chuva, mas que não continuou nos meses de Setembro e Outubro.

Por isso acrescentou, “o milho, praticamente queimou no momento em que estava a precisar de pelo menos uma chuva para poder reproduzir”.

Para aquele agricultor de sequeiro, a melhor produção que conseguiram este ano foi de melão e melancia, mas quanto ao milho e feijões, ficou aquém das expectativas. Todavia mostrou-se agradado com a quantidade de pasto que cresceu nos povoados mais a centro da ilha, tendo aproveitado a ocasião para alertar as pessoas para a necessidade de recolha deste produto, porque “o dia de amanhã é incerto”.

Por seu lado, Escolástico Oliveira, residente na localidade de Morrinho, disse que este ano a produção do milho foi “relativamente razoável, embora estivesse à espera que fosse um pouco melhor, tendo em conta a quantidade da chuva caída durante o mês de Agosto. Quanto ao pasto, mostrou-se “satisfeito” com a quantidade disponível no campo.

Já na zona mais a norte da ilha, a situação é totalmente diferente, onde a produção, tanto do milho como do pasto, é “praticamente nula”, pelo que a população aguarda por uma política de mitigação por parte dos governos local e central.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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