Maio: Activista cultural pede criação de rede de comunicação para “passagem de conhecimento”

Porto inglês, 23 Set (Inforpress) – O activista cultural António Tavares considera que a ilha do Maio tem um grande potencial para as artes performativas, mas defende que é preciso criar uma rede de comunicação entre os diversos grupos culturais existentes no País.

À conversa com a Inforpress, o activista cultural, residente no Mindelo, e que ministrou uma acção de formação aos grupos teatrais da ilha, durante a qual observou que a ilha tem “grandes potenciais” na vertente da arte performativa, alertou, porém, que é preciso “mais formação”.

Para o activista, acima de tudo, é necessário a criação de uma rede de comunicação e partilha de conhecimento entre os grupos e apontou como exemplo os da ilha de Santiago e os da ilha do Maio.

Para o bailarino, coreógrafo e director artístico do Centro Cultural do Mindelo, esta iniciativa poderia vir a contribuir para o fomento de mais formação na vertente cultural, desde dança, música e teatro, o que na sua opinião daria um grande contributo para abrir mais horizontes aos jovens que queiram se enveredar para estas áreas culturais.

“Quando não criamos uma estrutura de comunicação que permita a passagem de conhecimento e facilitar a movimentação dos grupos e técnicos entre as ilhas, podemos estar a impossibilitar a troca de conhecimento. Além disso, deve-se possibilitar tanto a movimentação de grupos como de técnicos”, frisou.

De acordo com António Tavares, é preciso munir os jovens que queiram se enveredar para a parte cultural, particularmente para o teatro, de ferramentas e conhecimentos para puderem exercere as suas actividades da melhor forma.

Acrescentou que somente a vontade não chega, uma vez que o conhecimento abre mais horizontes, mas para tal defendeu que é preciso que pessoas com mais experiência partilhem a sua experiência com os mais jovens.

“Não é preciso somente a vontade, mas também é preciso conhecimento e neste aspecto é preciso pessoas da área e com esta habilidade e com vontade de partilhar com os que realmente estão a precisar”, salientou.

O o bailarino e coreógrafo disse que ficou “muito surpreendido” com a vontade do querer fazer dos grupos de teatro da ilha, para onde almeja votar, dentro de pouco tempo, para dar o seu contributo, para melhor a qualidade da arte performativa, para a ilha venha a ser uma referencia a nível nacional.

Concluiu, lembrando que no seio dos maienses existe “uma forte” vocação para a vertente musical, como também para o teatro e a dança, mas que essas áreas precisam ser trabalhadas de forma organizada.

WN/JMV

Inforpress/Fim

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