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Maienses insatisfeitos com a qualidade da rede móvel e da Internet na ilha

Porto Inglês, 17 Mai (Inforpress) – Os maienses expressaram hoje, data em que se celebra o Dia Mundial das Telecomunicações, a sua insatisfação com a qualidade da rede móvel e internet que lhes são disponibilizadas pelas operadoras presentes no mercado nacional.

Em conversa com a Inforpress, o munícipe Ivánio Monteiro expressou a sua insatisfação quanto à qualidade da rede, tanto a nível de telefone móvel como da internet móvel que são disponibilizadas pelas operadoras nacionais,

Num momento em que se considera a comunicação como um dos “bens essenciais”, o jovem destacou o imperativo de agora se estar conectado, para a realização de várias actividades, nomeadamente pesquisas, para melhorar o conhecimento académico dos estudantes e investhigadores.

Ivánio Monteiro diz acreditar que a maioria da população da ilha do Maio está a enfrentar ainda “grandes constrangimentos” para acederem à rede móvel e à internet.

Lembrou que a ilha, que se aventou como sendo a primeira a ser digital do país, está numa situação em que para aceder à rede móvel ou à internet móvel, os utentes são obrigados, muitas vezes, a saírem de casa à procura da rede para se conectarem, algo que, na sua opinião, não compadece com a realidade actual.

“Muitas vezes, para conseguirmos ter uma qualidade de rede capaz de permitir uma comunicação sem queda constante, é preciso subir ao terraço, ou até sair da casa, a uma distância de cem ou duzentos metros de distância, para se conseguir a rede, faça sol ou faça chuva, porque a qualidade ainda está muito aquém das expectativas e necessidades dos utentes”, enfatizou.

Lembrou, por outro lado, que existe uma antena das duas operadoras na vila da Calheta, mas mesmo assim, disse, existem ali lugares onde não é possível “navegar” com qualidade de rede.

De acordo com o entrevistado, essa mesma situação é vivida também nas localidades de Morrinho e Cascabulho, onde a “situação é ainda mais gritante”.

“Penso que o poder local deveria ter um papel influente junto das operadoras para que possam melhorar esta situação, tendo em vista que ilha do Maio está sendo projectada como uma ilha turística e que nos últimos tempos tem vindo a receber alguns turistas nacionais e internacionais que precisam da rede móvel para manterem em contacto com o mundo”, frisou.

Por sua vez, António Maria dos Reis, mergulhador de profissão, disse que na sua profissão a rede móvel é fundamental, uma vez que facilita o contacto sempre com as pessoas, principalmente em caso de emergência, mas fez saber que na costa da ilha e mesmo em outros pontos não existe cobertura da rede móvel, quanto mais da internet.

“Para conseguirmos obter uma rede que nos possibilite fazer uma comunicação quando estamos no mar, temos que percorrer muita distância, isso se estarmos na zona de Alcatraz, mas caso nos encontremos na zona de Porto Cais, isso é quase impossível, sabendo que nós precisamos da rede móvel para tudo, principalmente em caso de emergência”, notou.

À Inforpress, Jovane Santos Andrade também se referiu à “má qualidade” da rede móvel, frisando que na ilha, “apesar de ser plana”, ainda existem zonas sombras, que põem em causa tudo o que foi “propalado” a respeito de transformar o Maio numa “ilha digital”.

“Na minha opinião, tudo não passou de uma propaganda”, disse, denunciando que as praças digitais não funcionam e que mesmo no curto espaço de tempo em que estiveram a funcionar, a “qualidade era muito deficitária”.

“Sendo uma ilha com vocação turística, deveria se apostar melhor na qualidade da rede, do que estar a fazer outras coisas”, afirmou, dando conta que a ilha tem uma população estudantil expressiva e uma importe comunidade na diáspora que, diariamente, comunicamcom as pessoas que vivem na ilha.

Mas, prosseguiu, a qualidade não permite uma ligação sem que haja interrupção constante, por isso exortou as entidades responsáveis a reverem esta situação, no sentido de de oferecer aos maienses uma melhor qualidade de comunicação, porque “pagam por este serviço”.

WN/JMV
Inforpress/Fim

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