Maienses avaliam negativamente prestação do serviço nos dois anos de existência da empresa Águas e Energias do Maio

Porto Inglês, 27 Jan (Inforpress) – Os maienses vem enfrentando sucessivas interrupções no fornecimento de água e neste sentido atribuem uma avaliação negativa aos dois anos de existência da empresa Águas e Energias do Maio (AEM), constatou a Inforpress no local.

A EAM foi criada há precisamente dois anos com intuito de melhorar tanto o serviço de produção como da distribuição de água na ilha, mas passado este período os maienses ainda continuam a reclamar pelas “sucessivas irregularidades” no fornecimento.

A sociedade é detida em 51 por cento (%) pela câmara municipal, na qualidade de sócio maioritário, e pela Sociedade de Desenvolvimento Turístico da Ilhas de Boavista e Maio, com 49%.

A insatisfação foi manifestada à Inforpress, pelo munícipe e cliente Arlindo Moreira Borges, que também é criador de gado na localidade de Morrinho, pois, conforme relatou, durante estes dois últimos anos tem havido interrupções frequentes no fornecimento de água, acrescentando que “o mais grave” é que aqui “ninguém dá informação” sobre o que está na origem do corte do fornecimento e para quando a situação vai ser normalizada.

Arlindo Moreira Borges mostrou-se preocupado, porque desta vez estão sem fornecimento de água “há vários dias” e a enfrentar “muitas dificuldades” para conseguir água para beber, quanto mais para oferecer aos seus animais.

Para agravar a situação, conforme relatou, “não existe nenhum poço capaz de fornecer água” e não sabe para quando a situação vai ser normalizada.

Aproveitou para questionar a empresa e a própria Câmara Municipal do Maio se já não era tempo para a ilha estar “num outro patamar”, após os “avultados investimentos” feitos neste sector, tanto na rede de adubção, como na parte de produção.

O munícipe Jorge Garcia, por seu lado, defendeu a mesma posição e frisou que nem se quer existem auto-tanques ou carro particulares a fazerem este tipo de serviço, informando que ultimamente existia um furo na localidade de Pedro Vaz onde se vendia água para as pessoas, mas que “infelizmente foi encerrada”.

Por esta razão as pessoas da localidade de Morrinho e toda a redondeza estão a enfrentar “problemas sérios” por falta de água.

“Além disso, a empresa Águas e Energias do Maio, nem sequer mandou um comunicado ou delegou uma pessoa para nos  informar, sabendo que somos seus clientes, sobre a razão desta longa paralisação e para quando a situação vai ser normalizada”, precisou.

Para Jorge Garcia, os maienses deveriam estar hoje a desfrutarem  de água 24 horas/dias na rede, assim como foi prometido, mas em vez disso estão a enfrentar faltas sucessivas de água nas torneiras e sem saber para quando a situação se vai normalizar, apesar dos “avultados investimentos” feitos nos últimos anos.

A munícipe Alina dos Santos afirmou, por seu lado, que a situação “está ainda pior” com a entrada em funcionamento da empresa Águas e Energias do Maio, visto que nestes últimos dois anos os maienses passaram a ter mais problemas no acesso à água do que tê-la disponível na rede.

“Prometeram uma redução na tarifa de água, mas infelizmente até então não estamos a sentir este efeito, pelo contrário, com faltas sucessivas de água estamos a pagar ainda mais caro fatura”, finalizou.

Nos últimos dias tem havido uma romaria por parte das pessoas nas diversas localidade à procura de água e, nas zonas mais a norte da ilha, as pessoas estão a recorrer aos poços existentes nas propriedades agrícolas.

Algo que, no entanto, que não tem sido fácil, conforme os relatos dos munícipes, já a ideia era, em caso de avaria na estação de Ponta Preta, as localidades mais a norte da ilha serem abastecidas pela estação de produção situada na localidade de Pedro Vaz.

WN/AA

Inforpress/Fim

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