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Luxemburgo: ‘Influencer’ cabo-verdiana promove exposição para sensibilizar comunidade sobre importância das origens

Cidade da Praia, 11 Jul (Inforpress) – A ‘infleuncer’ cabo-verdiana Jael Tavares, nascida e no Luxemburgo, tem patente no Centro Comercial Cloche d’Or, no Luxemburgo, uma exposição fotográfica e de produtos 100% nacionais para sensibilizar a comunidade cabo-verdiana sobre a importância das origens.

Jael Tavares nasceu no Luxemburgo fruto de um relacionamento de um cabo-verdiano e de uma portuguesa e conforme contou, em declarações à Inforpress, sempre teve uma conexão “muito forte” com Cabo Verde e uma “vontade enorme” de conhecer bem a terra natal do seu pai.

“Na nossa em casa sempre falamos o português e quando comecei a frequentar a escola tinha que aprender várias línguas, mas na altura, não consegui aprender o crioulo porque eram muitas línguas e  demais para mim”, disse.

“Foi com os colegas na rua que comecei a falar, só que aprendi a variante do barlavento e quando vim a Cabo Verde, descobri que não estava a falar o crioulo de Santiago, foi então que decidi realmente aprender a falar a variante da ilha do meu pai, que na verdade nunca se importou com o meu crioulo de barlavento”, afirmou.

A ideia de realizar uma exposição com produtos de Cabo Verde e de fotografia intitulada “Mulheres nascidas em Cabo Verde”, segundo Jael Tavares, surgiu de uma parceria com o artista e um dos fotógrafos da alteza real grã-duquesa, Jack Schneider.

Os dois, referiu, se uniram para com essa exposição, promover uma campanha de sensibilização dos cabo-verdianos residentes no Luxemburgo sobre a importância da valorização das suas origens e a integração dos mesmos na sociedade luxemburguesa.

“A ideia é fazer uma coisa diferente, sem festas ou eventos político ou religioso. Nós optamos em fazer uma exposição porque queríamos promover os nossos produtos. Cabo Verde é um pequeno país, mas é rico em produtos naturais que merecem ser conhecidos e valorizados”, asseverou.

Para a ‘influencer’ cabo-verdiana, a sua definição de Cabo Verde “não é a bandeira, mas sim o pano de terra”, que é o tema central da exposição fotográfica, tendo realçado que este produto simboliza a raiz cabo-verdiana e que na sua opinião não deve ser esquecida por nenhum cabo-verdiano na diáspora.

Conforme avançou, a exposição que fica patente até o dia 18 contém produtos 100% cabo-verdiano, com destaque para panos de terra, café de fogo, velas de barro e livros, que explica a história de Cabo Verde, acrescentando que as fotografias a preto e branco retratam a história de mulheres que concordaram em contar suas histórias como imigrantes.

“Temos excelentes matéria primas e em Cabo Verde encontramos muitos produtos orgânicos que estão cada vez mais escassos no mundo, daí, a necessidade de cuidar e preservar o que temos e tudo o que está nesta exposição ou é biodegradável e orgânico”, adiantou, defendendo, por outro lado, a necessidade de os cabo-verdianos residentes no Luxemburgo serem cada vez mais unidos de forma a contribuir na integração dos mesmos e para que possam ajudar Cabo Verde.

CM/AA

Inforpress/Fim

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