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Lucros da indústria chinesa subiram 137% nos três primeiros meses do ano

Pequim, 27 Abr (Inforpress) – Os lucros das principais empresas industriais da China aumentaram 137%, entre Janeiro e Março, numa comparação com o mesmo período do ano passado, quando a actividade económica esteve suspensa pelas medidas de prevenção contra a covid-19.

No entanto, os dados divulgados hoje pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) revelaram que, face ao primeiro trimestre de 2019, os lucros aumentaram 50,2%.

Para o estatístico do GNE Zhu Hong os resultados devem-se, em parte, à “implementação bem-sucedida de políticas macroeconómicas” e “maior eficiência operacional”.

No primeiro trimestre, os lucros ascenderam ao equivalente a 233.084 milhões de euros.

Para a elaboração deste indicador, o GNE leva em consideração apenas as empresas industriais com um faturamento anual superior a 20 milhões de yuans (2,55 milhões de euros).

Entre os 41 sectores analisados pelo GNE, 39 registaram um aumento dos lucros nos três primeiros meses do ano.

Os principais beneficiários foram as empresas públicas, com um aumento dos lucros de 199,4%, em termos homólogos. Os lucros das empresas privadas aumentaram 91,9%.

O GNE destacou a subida nos lucros da indústria de mineração de carvão (94,3%), da indústria têxtil (40,4%) ou da indústria de extracção de petróleo e gás natural (18,4%).

Em Março, os lucros industriais aumentaram 92,3%, em termos homólogos, superando as expectativas de alguns analistas que previam um crescimento de 45%.

Apesar de “no geral, o desempenho das empresas industriais ter continuado a recuperar no primeiro trimestre”, o GNE alertou que ainda existem “enormes incertezas no mundo”, causadas pela pandemia do novo coronavírus, além do fato de que a “recuperação das diferentes indústrias continua a ser desigual”.

As medidas de prevenção adoptadas pelas autoridades chinesas, no primeiro trimestre de 2020, incluíram restrições à movimentação de centenas de milhões de pessoas ou o encerramento forçado de estabelecimentos comerciais e fábricas.

Inforpress/Lusa

Fim

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