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Londres dá 17M€ para promover liberdade de imprensa em países em desenvolvimento

Londres, 10 Jul (Inforpress) – O governo britânico anunciou hoje um pacote financeiro de 15 milhões de libras (17 milhões de euros) para promover a liberdade de imprensa em países em desenvolvimento como a Etiópia, Bangladesh ou Serra Leoa.

Anunciado hoje no âmbito da Conferência Global sobre a Liberdade de Imprensa, a decorrer em Londres, o pacote visa ajudar meios de comunicação independentes a desenvolver modelos de negócio para se tornarem mais sustentáveis, reduzindo custos e procurando formas de financiamento alternativas.

Por outro lado, pretende encorajar comunidades e jornalistas a trabalharem juntos para desenvolverem meios de comunicação independentes em países onde há limitações à liberdade de imprensa.

A secretária de Estado para o Desenvolvimento Internacional, Harriet Baldwin, destacou a importância deste tipo de cooperação internacional, numa altura em que meios de comunicação independentes e jornalistas são cada vez mais ameaçados.

“A ajuda britânica vai ajudar especialistas, organizações sem fins lucrativos, o sector privado e académicos a desenvolver abordagens pioneiras para manter os meios de comunicação livres e independentes, e dar-lhes o poder para noticiarem a verdade”, afirmou.

Delegações de mais de 100 países e organizações internacionais, incluindo 60 ministros, e mais de 1.500 jornalistas, académicos e activistas participam numa conferência internacional, hoje e quinta-feira em Londres, para discutir formas de melhorar a liberdade de imprensa.

No programa há painéis que vão debater a liberdade de imprensa na América Latina, África ou Ásia, nomeadamente sobre a influência dos proprietários na independência dos jornalistas ou sobre a segurança em zonas de conflito e das mulheres jornalistas.

Mas, num painel sobre os meios de comunicação públicos, destacou-se o facto de o corte do financiamento ou a pressão sobre jornalistas também ser um problema em países desenvolvidos, nomeadamente na Europa ou na Austrália.

“Não é apenas em África, acontece no Norte da Europa, onde temos 10 a 15 ameaças a jornalistas por semana. Isto pode levar à autocensura”, disse Cilla Benko, diretora-geral da rádio pública sueca Sveriges Radio.

Benko mostrou-se preocupada com “o avanço de políticas autoritárias” e alertou para a importância de uma comunicação livre, independente e que promova a coesão social oferecida pelos meios de comunicação públicos.

Alan Sunderland, antigo director editorial da ABC, denunciou a “pressão sem precedentes” existente sobre a própria estação pública australiana, ilustrada pelas buscas policiais às suas instalações após a publicação de notícias sobre o alegado envolvimento de militares em crimes de guerra no Afeganistão.

“Parece incrível que na Austrália se veja uma situação semelhante ao que acontece no Togo, África Sul, mas também Hungria, Polónia e Áustria”, lamentou.

A Conferência tem como coanfitriões os ministros dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt, e canadiana, Chrystia Freeland, e pretende criar uma coligação de governos determinados a usar a política externa para responder a restrições do trabalho dos jornalistas.

Na origem da iniciativa destes dois países está a convicção de que a liberdade de imprensa é, não só um direito consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas “uma parte essencial da prosperidade económica, desenvolvimento social e democracias resilientes”.

Inforpress/Lusa/fim

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