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O livro já está na política cultural de Cabo Verde – Ministro da Cultura

 

Cidade da Praia, 01 Nov (Inforpress) – O ministro da Culturas e das Indústrias Criativas assegurou hoje que o livro já está na política cultural de Cabo Verde e que agora o trabalho é fazer com que tenham preços mais acessíveis à população.

Abraão Vicente deu essa garantia em declarações à imprensa, depois de presidir à abertura da feira do livro que hoje arrancou na Biblioteca Nacional e que disponibiliza mais de 600 títulos para aquisição, no âmbito da Morabeza – Feira do Livro, que decorre na Cidade da Praia de 30 de Outubro a 05 de Novembro.

“O livro já está na política cultural de Cabo Verde, porque a Morabeza – Feira do Livro, mais do que um encontro de escritores ou um encontro para intelectuais, visa democratizar o livro e a leitura, fazendo com que as pessoas tenham acesso ao contacto para consulta do livro e para compra a um preço acessível”, afirmou.

O ministro afiançou que “grande parte” das edições que estão na Biblioteca Nacional estão a preços acessíveis, ou seja, entre 200 a 500 escudos, no entanto, que há livros estrangeiros, que pelos custos, não são possíveis coloca-lo a preços mais baratos.

Mas que o objectivo do Governo, adiantou, é “tornar o livro acessível ao comum dos cabo-verdianos e à população em geral”.

O governante reiterou que a Biblioteca Nacional tem um espólio muito antigo que está parado e que a feira de hoje é um “pretexto” para, pelo menos uma vez por mês, fazer uma “pequena feira”, juntamente com a outra ideia, que é fazer feiras de livros não traduzidos, ou seja, negociar com outros países para importação de livros e “promover a multiplicidade de línguas” para os próximos tempos.

Em relação à feira que hoje começou, Abraão Vicente explicou que o evento reúne obras de autores convidados para o Morabeza – Feira do Livro, em que os editores enviaram livros a preços concepcionais, mas que o “grande problema” é que os livros cheguem a preços razoáveis para o rendimento cabo-verdianos.

Por outro lado, o ministro lembrou que a Biblioteca Nacional vai reactivar a sua política de reedição dos clássicos cabo-verdianos que não estão no mercado, num primeiro momento e nos próximos dois anos, para depois, através da equipa científica, tentar localizar obras inéditas de autores também consagrados e de novos autores para a sua publicação.

Por sua vez e também em declarações à imprensa, a curadora da Biblioteca Nacional, Fátima Fernandes, realçou que os títulos disponíveis na feira estão ligados à literatura, nomeadamente texto literário, poesia, conto, crónica e romance, assim como trabalhos ensaísticos e o sector infanto-juvenil.

A Booktailors, a Biblioteca Nacional, a Universidade de Cabo Verde e a Livraria Pedro Cardoso são algumas das editoras presentes na feira que pretendem mostrar o que se produz em termos clássico e actual em língua portuguesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“A ideia é homenagear os autores que escrevem em língua portuguesa e procurar, também, valorizar a dinâmica editorial sobretudo a nível nacional que temos vivido nos últimos anos”, destacou, defendendo que muitas das edições em Cabo Verde ficavam sob a alçada da Biblioteca Nacional, mas que hoje o cenário é outro com novas editoras.

Quanto aos preços, variam entre 250 escudos e os 6.000 escudos, dentro da política de cada editora.

DR/JMV

Inforpress/Fim

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