Literatura: Obra de Celina Pereira “A Sereia Mánina e os seus sapatos vermelhos” é lançada quinta-feira em Lisboa

Cidade da Praia, 07 Nov (Inforpress) – A escritora Celina Pereira lança quinta-feira, em Lisboa, a sua mais recente obra literária infanto-juvenil “A Sereia Mánina e os seus sapatos vermelhos”, que visa promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.

De acordo com uma nota de imprensa enviada à Inforpress, a sede da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) será palco do lançamento deste áudio-livro, que é narrado pela voz da autora.

“Trata-se de uma obra inédita por ter uma edição em ‘braille’ e por estar traduzida em crioulo cabo-verdiano, e é resultado de um trabalho de dois anos”, lê-se na nota, que dá a conhecer ainda, que a obra é o reflexo da história que a mãe de Celina Pereira cantava aos filhos quando eram pequenos.

Com a chancela da Editorial Novembro, esta obra é uma história repleta de imaginação e fantasia, que transporta crianças jovens e adultos para uma verdade híbrida, onde nativos cabo-verdianos se relacionam com seres encantados e marinhos.

“A leitura do livro conduz-nos até à Ilha da Boa Vista, terra natal de Celina Pereira, onde, através do sonho se destacam valores como a entreajuda, a resiliência e a amizade”, lê-se no documento.

A apresentação do livro estará a cargo da embaixatriz de Cabo Verde em Portugal, Manuela Soares de Brito, que assina o posfácio da obra, cujo prefácio foi escrito pela primeira dama de Cabo Verde, Lígia Fonseca.

A “Editorial Novembro”, no âmbito do seu projecto de promoção da Cultura da Lusofonia, e a escritora Celina Pereira pretendem, com esta edição bilingue Português/Crioulo, com tradução inédita em ‘braille’ bilingue, contribuir para a expansão deste sistema de escrita e leitura que permite aos cegos sentir a textura e o cheiro de um livro.

Pretendem ainda, com esta obra, promover a inclusão das pessoas com deficiência visual, nomeadamente em países da Lusofonia, apontando a Guiné-Bissau como país onde “ainda se sacrificam crianças e recém-nascidos com deficiências visuais, apontadas como seres amaldiçoados”.

AM/CP

Inforpress/Fim

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