Literatura-Mundo/Sal: Participantes surpreendidos com recreação e tudo à volta do festival literário

 

Santa Maria, 08 Jul (Inforpress) – Os participantes do Festival da Literatura-Mundo do Sal que já vai no seu terceiro dia e cujo encerramento acontece domingo, manifestaram-se hoje surpreendidos com a recreação “muito especial”, partilha e troca de experiências, e tudo a volta.

As actividades dos derradeiros dias da festa da literatura acontecem na cidade de Santa Maria, depois de também dois dias de intenso trabalho no Clube da ASA, nos Espargos, onde decorreram as conferências e outras acções.

Patrícia Infante da Câmara, de 31 anos, a mascote do evento –  já que é a mais jovem dos participantes –, disse que esses três dias de convívio e partilha de experiências têm sido “maravilhosos”.

“Surpreendente porque a comissão que organizou este festival tentou convidar pessoas de vários sítios do mundo, com formações e perspectivas diferentes. Estou muito surpreendida com este festival, porque é tão maior do que o Sal, Cabo Verde ou África. É uma coisa muito especial que está a acontecer aqui”, manifestou.

Honrada de estar nesta primeira edição, e questionada se se sente bem no meio de “leões”, fazendo parte dalguns painéis, Patrícia Infante, aluna de doutoramento da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa foi peremptória: “Não tenho medo. Sou igual a eles”.

“Já estou habituada a ser a mais jovem. É sempre assim. Comecei a dar aulas na universidade com 26 anos. Portanto, estou muito habituada em ser a caçula. Ás vezes, pode parecer que não vou dizer nada muito importante, mas quando abro a boca…É que ninguém desconfia. Sou a arma secreta das conferências académicas”, exteriorizou entre risos.

Também o Alemão Ottmar Ette, um dos conferencistas, conversando em castelhano e agradecendo o convite que lhe foi formulado, disse estar muito satisfeito com a realização do evento.

“Estou aprendendo muito. E é um grande prazer para mim estar neste convívio literário com os outros”, exteriorizou.

Eric M. B. Becker, que é editor e tradutor, dono da revista Words without Borders, nos Estados Unidos, manifestou-se também satisfeito com a realização do evento e todo o ambiente a volta dele.

“É muito importante a gente trazer cada vez mais perspectivas de outras literaturas, permitindo abrir-se ao mundo, para evitar continuar a cometer os mesmos erros”, apontou.

Nesta festa inaugural da literatura internacional, que homenageia o escritor José Saramago – o único Nobel da literatura portuguesa -, e o poeta Corsino Fortes – fundador e primeiro presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras, participam 50 escritores de diferentes latitudes, dos quais destacam-se, dez autores cabo-verdianos, entre estudiosos, tradutores e mediadores da Literatura-Mundo.

SC/FP

Inforpress/Fim

 

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