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Literatura: “30 anos após a morte de Baltazar Lopes, suas trajectórias estão ainda bem vivos e são lembrados e seguidos por muitos” – PR

Cidade da Praia, 28 Mai (Inforpress) – O Presidente da República disse hoje que, 30 anos após a morte do escritor Baltasar Lopes, os efeitos da sua trajectória de vida, as ideias, ensinamentos e as paixões estão ainda bem vivos e são lembrados e seguidos por muitos.

Jorge Carlos Fonseca fez esta consideração na sua mensagem a propósito dos 30 anos da morte de Baltasar Lopes da Silva.

O PR começou referindo-se que o verdadeiro tamanho de um país, seja ele qual for, é “a sua dimensão interior, o interior de cada homem e da cada mulher”, que contribuíram para projectar a condição humana específica do seu povo.

Assim, avançou, Baltasar Lopes foi um desses homens capazes de interpretar a vivência dos cabo-verdianos, ainda bastante jovem, logo ao acabar de se formar em Lisboa.

Conforme o PR, nesta sua trajectória preferiu regressar às suas ilhas, quando tinha todas as condições para seguir uma carreira, que adivinhamos de sucesso, na então Metrópole.

“Decidiu enveredar pelo ensino, levado pela paixão que os grandes espíritos sentem pela magia da transmissão do conhecimento às novas gerações”, ajuntou, realçando nesse mesmo percurso de pedagogo, as letras tornaram-se o seu melhor veículo para interpretar e exprimir as ansiedades dos seus conterrâneos, no seu tempo.

“Trinta anos depois da sua morte, os efeitos da sua trajectória de vida, as suas ideias, os seus ensinamentos, os seus métodos e formas de pensar, as suas causas, as suas paixões, estão ainda bem vivos e são lembrados e seguidos por muitos”, sublinhou.

Destacou que nas páginas dos seus textos, do histórico e fundacional romance Chiquinho aos seus contos, poemas, ensaios, assim como nas suas lições e nas suas intervenções públicas, Baltasar Lopes deixou uma marca indelével, entre nós.

“Uma marca que ainda perdura, como exemplo do intelectual comprometido com o seu povo, desde a primeira hora, capaz de dedicar toda a sua vida a essa causa maior.

Jorge Carlos Fonseca atestou que nesta data, em que “recordamos o seu desaparecimento, vemos com imensa satisfação a reedição da sua obra maior, Chiquinho, esse romance de uma vida, mas também de muitas vidas, e de um tempo nosso”.

“É também motivo de regozijo a importância que o seu nome tem no ensino, em Cabo Verde, de como é uma grande referência e lembrado pelos mais jovens”, sustentou.

Para concluir, o Chefe de Estado proferiu que neste dia simbólico, “fazemos votos para que o nome de Baltasar Lopes da Silva – figura de proa dos chamados Claridosos, o grande movimento cultural destas ilhas – continue a ser cada vez mais lembrado”.

“Que as suas obras continuem a ser objecto de estudo e de divulgação, e as suas ideias inspiradoras para jovens escritores e poetas, para professores, em cada escola, em cada canto das ilhas”, ressalvou.

HR/JMV

Inforpress/Fim

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