Lista Nacional de Medicamento Essenciais vai centrar-se em medicamentos para doenças não transmissíveis – farmacêutico

Cidade da Praia, 18 Out (Inforpress) – A Lista Nacional de Medicamento Essenciais (LNME) socializado hoje, na Cidade da Praia, vai centrar-se em medicamentos para doenças não transmissíveis como as diabetes, cardiovasculares e oncológicas, revelou o farmacêutico José Carlos Carvalho.

Em declaração à Inforpress, o responsável explicou que o documento publicado no Boletim Oficial, em Junho de 2018, teve como base as estratégias recomendas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em que cada um dos países teve de adaptar o documento à sua realidade.

Durante a apresentação do processo de elaboração da Lista Nacional dos Medicamentos Essenciais, José Carlos Carvalho avançou que se trata de um “instrumento estratégico” para a implementação da política farmacêutica no país e garantir o acesso à população.

Segundo disse, as doenças mais prevalentes em Cabo Verde são a hipertensão, do sistema cardiovascular, doenças infeciosas e oncológicas, e a tendência é aumentar.

“De acordo com a realidade cabo-verdiana, os medicamentos foram selecionados e foi levada também em consideração aspectos relacionados com o preço, eficácia, segurança e qualidade”, afirmou o farmacêutico, que explicou que a ideia é padronizar o sistema de medicamentos.

Por seu turno, o director do Gabinete dos Assuntos Farmacêuticos do Ministério da Saúde, Bruno Santos, disse que durante o evento vai ser socializado ainda uma sub-lista de medicamentos que terá como base a tipologia de cada estrutura de saúde, analisando questões de atendimento primário, secundário ou terciário.

Bruno Santos considerou que a Lista Nacional dos Medicamentos Essenciais vai ajudar na gestão e racionalização de medicamentos e tornar o sistema de saúde nacional “mais eficiente e eficaz”.

Participaram no encontro os delegados de saúde do país, directores clínicos dos hospitais “Agostinho Neto”, “Baptista de Sousa” e regional de Santiago Norte, e ainda a Ordem dos Médicos, Ordem dos Farmacêuticos e vários actores que estão envolvidos no sistema de aquisição de medicamentos.

De acordo com a publicação no Boletim Oficial nº 39, de 19 de Junho, “a concepção, a sistematização e a harmonização foram realizadas de forma democrática e estruturada, tendo sido construída a partir de uma avaliação com base nas informações de eficácia, efectividade, segurança, custo, disponibilidade, entre outros aspectos, obtidos a partir das melhores evidencias cientificas disponíveis”.

AV/AA

Inforpress/Fim

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