Linha de crédito do “Casa para Todos” não será totalmente consumida – Porta-voz do GP do PAICV

 

Cidade da Praia, 11 Ago (Inforpress) – A linha de crédito posta à disposição de Cabo Verde pelo Governo português, no quadro do programa “Casa para Todos”, “não será totalmente consumida, porque ficarão cerca 350 casas por construir”, disse hoje Moisés Borges.

O porta-voz do grupo parlamentar (GP) do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição) fez estas revelações à saída de um encontro com a direcção da IFH, para se inteirar do processo de gestão desta imobiliária, em particular do programa “Casa para Todos”.

“Ficámos a saber que, afinal, os recursos do programa “Casa para Todos” ainda não estão todos consumidos e nem sê-lo-ão, tendo em conta que houve problemas com alguns empreendimentos e, por conseguinte, não vão ter a continuidade até ao final do programa”, precisou Moisés Borges, adiantando que “a linha de crédito termina no final deste ano”.

Segundo o deputado do maior partido da oposição, têm se registado muitas reclamações por parte de inquilinos das habitações do programa “Casa para Todos”, nomeadamente “alguns descasos por parte dos responsáveis da IFH”, mas que o seu grupo parlamentar teve a “garantia” da direcção da imobiliária que já se está a entabular contactos “no sentido de serem regularizadas todas as situações, inclusive as de vandalismo” relatadas pelos moradores.

Instado por que motivo as cerca de 350 moradias não serão construídas, explicou que se deve a vários problemas, nomeadamente a “falência dos consórcios que estavam a trabalhar” e, noutro casos, “porque ainda não se conseguiu terrenos em alguns sítios para se avançar com a construção”.

À pergunta se há falta de absorção por parte de Cabo Verde da totalidade da linha de crédito disponibilizada por Portugal, Moisés Borges respondeu nesses termos: “Sim, foi isto que nos foi informado, por razões várias, que são imputáveis a várias entidades, inclusive aos próprios consórcios que se candidataram para a construção das habitações”.

“O programa anda num ritmo bastante razoável. Já estão construídas mais de três mil casas e estão em construção mais cerca de 2500, com vantagens para toda a população cabo-verdiana”, indicou Borges, acrescentando que os responsáveis da IFH lhes informaram que o sistema das rendas resolúveis vai continuar com os que já tinham sido beneficiados com este processo, mas que “não haverá novos casos”.

Segundo ele, a renda resolúvel foi uma “medida de cariz social adoptada pelo Governo anterior para permitir às pessoas ter acesso às casas, mas esta nova administração entende que este não é o papel da IFH”.

“Neste momento, apesar da suspensão desta possibilidade (renda resolúvel), a IFH demonstrou que as casas podem, sim, ser vendidas e deram exemplo do empreendimento “Colá São João”, em S. Vicente, que em cerca de dez a 15 dias conseguiram vender mais de 20 por cento e que todas as outras as casas foram reservadas”,  afirmou Moisés Borges, acrescentando que se aperceberam que os responsáveis da referida imobiliária acreditam que as “casas vão ser todas vendidas  e com bons rendimentos não só para a IFH, mas também para as famílias”.

Indagado sobre as casas já concluídas e que, no entanto, se encontram de portas fechadas, o porta-voz do GP do PAICV disse que foram informados que se está “reorganizar todos os processos para permitir a distribuição das casas”.

LC/CP

Inforpress/Fim

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