Língua cabo-verdiana é uma língua, até certo ponto, sofredora – responsável

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) – A directora do Museu da Educação (Meduca), Clara Marques, disse hoje que a “língua cabo-verdiana é uma língua, até certo ponto, sofredora”, isto porque não se atingiu sua padronização mesmo 40 anos depois da aprovação do alfabeto cabo-verdiano.

Clara Marques falava à Inforpress no âmbito de uma palestra sobre a língua materna, realizada com alunos da Escola Primária de Lavadouro pela Associação para a Promoção do Património Educacional em Cabo Verde (ASPPEC) e o Museu de Educação, na Cidade da Praia.

Segundo disse aquela responsável, depois do colóquio do Mindelo, realizado em 1979, em que foi aprovada a primeira versão do alfabeto cabo-verdiano, continua a existir o problema da padronização do crioulo, embora tenha destacado os trabalhos que se tem feito neste sentido.

Por isso, diz Clara Marque que há a necessidade de se reunir os académicos e decisores políticos no sentido de se criarem condições para que a língua crioula seja ensinada nas escolas, assim como outras disciplinas e línguas de outros países.

Já o Museu da Educação, por seu turno, fez saber Clara Marques, através da sua associação para promoção do património educacional que tem “feito muito para defender todo o património material e imaterial ligado à educação”, tem trabalhado no sentido de “chegar cada vez mais junto dos alunos”.

Este ano, o Dia Internacional da Língua Materna, que se celebra a 21 de Fevereiro, é assinalado sob o lema “A diversidade linguística e multilinguismo são importantes para o desenvolvimento sustentável”.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos