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“Ligação das ilhas é um imperativo para o desenvolvimento do País”- ministro do Mar

Mindelo, 05 Jul (Inforpress) – O ministro do Mar, Paulo Veiga, considerou que a ligação das ilhas é um “imperativo” para o desenvolvimento do País e que deverá continuar a ser alcançado com o navio Dona Tututa, hoje baptizado.

O governante, que discursava na cerimónia de baptismo do navio da Cabo Verde Interilhas (CV Interilhas), realizado hoje no Porto Grande do Mindelo, disse esperar que a embarcação faça o mesmo que a pianista da qual carrega o nome, Epifânia Évora, que “quebrou tabus, desafiou convenções”.

“Que o navio faça o mesmo, que quebre tabus, as distâncias e a ideia de existir ilhas isoladas”, perspectivou Paulo Veiga, para quem o contexto geográfico de Cabo Verde impõe que os transportes marítimos “ganhem contornos de extrema importância, na medida em que a ligação das ilhas é um imperativo para o desenvolvimento do País”.

Daí, o Estado de Cabo Verde ter assumido, segundo a mesma fonte, o compromisso de desenvolver “transportes de qualidade, confiáveis, sustentáveis e resilientes”.

Com este mesmo diapasão, que, ajuntou, foi também celebrado o contrato de concessão com a Cabo Verde Interilhas em 2019 e a aquisição do navio é “sem dúvida, uma grande aposta” da empresa concessionária.

“Vem dar resposta ao cumprimento do contrato, pois vai reforçar, não só a conectividade, como garantir maior frequência e segurança nos transportes marítimos de passageiros e carga”, asseverou Paulo Veiga.

O presidente do conselho de administração do Grupo ETE, detentora da CV Interilhas, Luís Figueiredo disse, por seu lado, que o projecto é “uma forma de assegurar a coesão territorial de um país marcado pela realidade arquipelágica”, que continuará a ser o “foco” do grupo.

A cerimónia, que foi seguida do acto de baptismo pelo padre Lino Paulino, contou com a presença de diversas personalidades e com as intervenções do presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, e da filha da pianista, que tem o mesmo nome da mãe, Epifânia Évora, e que foi escolhida com madrinha da embarcação.

O navio Dona Tututa, com data de fabrico de 2002, esteve a ser reconfigurado desde Abril de 2020 nos estaleiros da Navaltagus, no Seixal (Portugal) e irá integrar a rota São Vicente/São Nicolau/Sal/Boa Vista.

Com 69 metros de cumprimento, a embarcação terá capacidade para 220 passageiros e cerca de 50 viaturas e poderá navegar por períodos seguidos de 24 horas.

O “Dona Tututa” homenageia a pianista e compositora cabo-verdiana Tututa Évora, nascida no Mindelo, ilha de São Vicente, e que viveu na ilha do Sal, onde fez carreira combinando a sua formação em música clássica com a música cabo-verdiana.

O seu baptismo aconteceu no dia que Cabo Verde comemora 46 anos de independência, mas, que devido à pandemia e ao estado de calamidade em vigor, passou quase a branco em São Vicente.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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