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Líder da oposição diz que nos últimos anos se tem registado um “grande recuo” no que tange à visão e ao planeamento do sistema de educação (c/áudio)

Cidade da praia, 09 Jul (Inforpress) – A líder da oposição disse hoje que nesses 44 anos o país deu “passos muito grandes”, mas que ultimamente se regista um “grande recuo”, sobretudo no que tange à visão e ao planeamento do sistema de educação.

“Nesses 44 anos, o sistema educativo já deu passos muito grandes e todos nós celebramos as conquistas das apostas feitas pelos sucessivos governos da República, desde a nossa independência nacional”, afirmou a presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição).

Janira Hopffer Almada fez essas considerações à imprensa no final da visita a algumas escolas secundárias da Cidade da Praia e à Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde (EHTCV).

Revelou que estas visitas têm a ver com a preparação do debate sobre o Estado da Nação com o primeiro-ministro, agendado para 31 deste mês, no Parlamento.

“Estamos a visitar as escolas para termos uma noção mais aprofundada sobre o sistema educativo”, sublinhou, acrescentando que o seu partido sempre defendeu “que o homem e a mulher cabo-verdianos são os maiores recursos deste país”.

Para a líder do maior partido da oposição, o actual executivo tem feito uma “gestão corrente do sector educativo, um pouco entre os erros e a falhas”.

Segundo ela, há muitas escolas sem professores e outras com colocação tardia de docentes, havendo “muitos problemas com materiais didácticos”, nomeadamente com os manuais em que se registaram “erros crassos”.

“Criou-se um agrupamento escolar que ainda não provou qual o impacto positivo que tem na comunidade educativa, em geral, nem nos professores, nem nos alunos”, apontou, acrescentando que esta situação tem criado uma “grande confusão” nos próprios encarregados de educação.

Na sua perspectiva, há ainda o problema com o sistema de avaliação que está regulado por um diploma legal e, segundo suas palavras, “tem sido sistematicamente alterado pelo Ministério da Educação com despachos casuísticos, o que acaba por denotar alguma desorganização e falta de planificação”.

“O sistema educativo não deve estar sujeito a flutuações político-partidárias e a mudanças de governos”, indicou Janira Hopffer Almada, para quem um país que não invista de “forma séria, responsável e com rigor” nos seus sistemas de educação está a “comprometer o seu presente e o seu futuro”.

“O que nós sentimos é que o sistema de educação é colocado ao serviço das flutuações político-partidárias, pois houve mudança de governo e mudou-se todo o corpo directivo em relação à educação”, lamentou a líder do PAICV, adiantando que o sistema educativo tem que ser gerido com “rigor e responsabilidade” e, para isso, devem ser contratados, por “métodos criteriosos”, os quadros “mais competentes” que deem segurança à nação.

Instada sobre que níveis do ensino constatou mais dificuldades, afirmou que foi no secundário, porque se tem verificado a falta de material pedagógico e didáctico, assim como a falta de professores desde o início do ano e a contratação tardia de professores.

“É no secundário que se registam problemas no que tange à implementação do tal agrupamento escolar que foi criado e é no secundário que se verificaram os grandes problemas relativamente ao sistema de avaliação”, precisou a presidente do partido da estrela negra, assegurando que não se tem tido em conta os impactos que isto tudo tem na vida dos alunos, dos professores e dos próprios encarregados de educação.

Criticou, por outro lado, as “medidas casuísticas” adoptadas pelo Governo de Ulisses Correia e Silva, como sendo de reformas, sem a auscultação da comunidade educativa e dos actores da educação para se aferir dos riscos.

A educação, prosseguiu, deve ser um “compromisso de toda a nação, de todos os partidos e de toda a sociedade civil”.

Na sua visita ao Centro Educativo Miraflores, propriedade das Irmãs da Congregação Escravas da Santíssima Carestia e da Mãe de Deus, foi confrontada com a necessidade de o país ser dotado de um Plano Nacional da Educação, tendo concordado com a proposta, uma vez que “tem faltado visão, planeamento e organização”.

LC/CP

Inforpress/Fim

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