Liberdade Imprensa: AJOC incentiva jornalistas a continuarem a exercer sua missão de informar “sem medo e sem favor”

Cidade da Praia, 03 Mai (Inforpress) – O presidente AJOC, Carlos Santos, incentivou hoje os jornalistas cabo-verdianos a continuarem a exercer a sua missão de informação “sem medo e sem favor” como de resto recomenda a Unesco nesse Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Na sua mensagem alusiva à efeméride, o presidente da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) aproveitou para expressar o seu total respeito a todo o colectivo de jornalistas, reconhecendo a entrega, a dedicação e profissionalismo, procurando levar aos cabo-verdianos uma informação rigorosa, imparcial, transparente, oportuna e de qualidade neste “contexto difícil”, a todos os níveis, criado pela epidemia do novo coronavírus.

“Como tem sido demonstrado pela Repórteres sem Fronteiras e pela Federação Internacional de Jornalistas, a pandemia da covid-19 veio agravar ainda mais a situação da imprensa em todo o mundo. A cultura do medo vivenciada diariamente por jornalistas em várias partes do mundo viu-se reforçada com a instauração de medidas restritivas que acentuaram a censura e deram azo à intimidação e perseguição de jornalistas”, referiu.

Em Cabo Verde, ao contrário dos receios iniciais quanto à actuação dos jornalistas no contexto de calamidade de saúde pública, considerou que os profissionais da imprensa têm sabido estar à altura dos múltiplos desafios potenciados pela covid-19.

“Ao contrário do que se se pretendia fazer crer, no início desta luta, os jornalistas não são quem contribui para a criação do medo e do pânico geral, pela via da disseminação de informações falsas. Os jornalistas, e a comunicação social de uma forma geral, têm contribuído para incutir no espirito dos cidadãos a necessidade imperiosa de se respeitar as orientações emanadas pelas autoridades sanitárias”, sustentou.

Carlos Santos salientou ainda que a os jornalistas e os órgãos de comunicação social têm direccionada com toda a responsabilidade as suas acções em prol da prevenção e combate ao covid-19, fazendo eco das campanhas de higienização como uma das vias de travar a propagação da doença.

Entretanto, alertou que ter os jornalistas como um parceiro na luta contra a pandemia, não faz dos mesmos “caixas-de-ressonância” do Governo e das autoridades de saúde.

“Como não se cansa de dizer o Presidente da República, o facto de se estar a viver, momentaneamente, em estado de emergência a democracia não desaparece. Vale pois notar que a liberdade de expressão e de imprensa, o direito constitucional de informar, de se informar e de ser informado, não foi suspenso”, declarou o presidente da AJOC.

“Por isso, se é verdade que os jornalistas devem estar na linha da frente, como têm estado, desde o início desta crise sanitária, informando sobre a evolução da covid-19, não é menos verdade que os jornalistas não abdicaram da sua função de ‘watchdog’, de vigilante, ou de cão de guarda da democracia”, acrescentou lembrando que o compromisso dos jornalistas com a verdade e o respeito pelo direito dos cidadãos a uma informação de qualidade sobrepõem-se aos demais deveres e obrigações.

Instituído pela Assembleia Geral da ONU em 1993, o dia 3 de Maio celebra há 27 anos, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa atendeu a uma recomendação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) de 1991, em resposta ao apelo dos jornalistas africanos que, naquele mesmo ano, elaboraram a Declaração de Windhoek sobre o pluralismo e a independência da mídia.

A data é também uma maneira de lembrar e refletir sobre o estado da liberdade de imprensa no mundo, além de defender os meios de comunicação dos atentados contra a liberdade de expressão e homenagear jornalistas que perderam suas vidas em função do seu trabalho.

MJB/CP

Inforpress/fimcarlos

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