Lepra: Cabo Verde assinala data para alertar pessoas sobre a doença

Cidade da Praia, 27 Jan (Infropress) – O Programa de Luta contra a Lepra, em coordenação com os hospitais e centros de saúde, assinala hoje o Dia Mundial dos Leprosos com actividades que visam alertar as pessoas para a existência da doença.

Segundo uma nota de imprensa do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), essa é uma forma de marcar a data e de chamar a atenção das pessoas sobre o facto de que a lepra existe e que apesar de ter cura muitas, ainda, no mundo não têm acesso ao tratamento.

A doença que não constitui um problema de saúde pública no país deve, segundo especialista na matéria, constituir motivo de alerta às pessoas no sentido de se cuidarem e de se prevenirem, pois, a sua transmissão é fácil e faz-se por via área.

A doença de hanseníase (conhecido por lepra) transmite-se por gotículas, espirros, tosse, essencialmente, por vias respiratórias, e requer cuidado das pessoas, particularmente, quando sentem ter um problema de lesão corporal que não se cura.

Perante estes casos os especialistas recomendam exames minuciosos que possam esclarecer sobre a suspeita, e aconselham a se ter em conta os sintomas que podem aparecer com manchas na pele ou outras manifestações.

Em Cabo Verde, segundo dados divulgados em 2017, dos dez casos novos de lepra diagnosticados, oito foram detetados pela Delegacia de Saúde da Praia.

Em 2018, no mês de Janeiro, segundo dados do sector da saúde, foi diagnosticado um novo caso de lepra num paciente da ilha da Brava.

A OMS este ano na sua mensagem alusiva à data alertou o mundo pelo facto de que as crianças estarem entre as mais vulneráveis à hanseníase por enfrentarem desafios como deficiências físicas e estigmatização associadas à doença negligenciada.

Em 2017, segundo a Organização Mundial da Saúde, foram diagnosticados 210.671 novos casos de hanseníase, principalmente na Índia, Brasil, Indonésia, Bangladesh, República Democrática do Congo, Etiópia, Madagascar, Moçambique, Mianmar, Nepal, Nigéria e Filipinas.

A efeméride que este ano é assinalado sobre o lema “Acabemos com a discriminação e o preconceito contra a Lepra” tem por objectivo aumentar a consciencialização sobre o impacto da discriminação e o estigma social sobre as pessoas afectadas pela lepra, e alertar sobre como essas atitudes negativas dificultam os esforços para deter a disseminação da doença.

A Lepra apesar de ser uma doença infecciosa crónica, com um grande período de incubação, 6 meses até 6 anos após a proliferação da bactéria, é curável e o tratamento é simples, eficaz e gratuito.

O Dia Mundial dos Leprosos assina-se no último domingo de Janeiro, desde 1954, altura em que foi instituída pela ONU, a pedido de Raoul Follereau (1903-1977), que dedicou 50 anos da sua vida à causa dos leprosos.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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