Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Lei do Álcool: ACPA confiante que sua aplicação irá reduzir significativamente o consumo excessivo do álcool em Cabo Verde

Cidade da Praia, 25 Jan (Inforpress) – O presidente da Associação Cabo-verdiana de Prevenção do Alcoolismo (ACPA) disse hoje que a aprovação da lei do álcool é um grande ganho e que a sua aplicação irá reduzir, significativamente, o seu consumo excessivo em Cabo Verde.

Luís Xavier, que falava em declarações à Inforpress, afirmou que a ACPA sempre defendeu que o combate contra o alcoolismo deve passar pela prevenção activa e contínua, envolvendo todas as instituições da sociedade civil do país.

Na opinião do responsável, a aprovação da lei que regula a disponibilização, venda e consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos abertos ao público e locais de trabalho representa um grande ganho para o país, acreditando que a mesma irá reforçar as acções de prevenção e combate contra esse flagelo.

“Creio que essa lei irá dar respostas eficazes ao combate ao alcoolismo em Cabo Verde. Para nós, o essencial não é só a criação da lei, mas também a sua fiscalização e cumprimento”, disse, acrescentado que o referido diploma trouxe inovações que contribuirão para a redução significativa do consumo excessivo do álcool em Cabo Verde.

Congratulou-se com as medidas que proíbem a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos, nos postos de combustíveis e em locais de trabalho, afirmando que os desafios são enormes e que os resultados serão sentidos paulatinamente.

Entretanto, frisou que os resultados positivos a serem obtidos com a implementação da lei do álcool dependem de uma maior sensibilização sobre os malefícios causados por esse fenómeno e o envolvimento dos cabo-verdianos, uma vez que, sustentou, o alcoolismo tem sido uma das causas de morte no país.

“O consumo excessivo do álcool em Cabo Verde tende a aumentar e em muitos casos temos tido perdas de vidas humanas causadas pelo álcool. Cada dia temos mais crianças órfãs, o consumo é mais precoce, temos mais violência doméstica”, apontou, acrescentando que o Estado de Cabo Verde tem tido enormes prejuízos com o custo de tratamento dos indivíduos que lidam com este problema.

Asseverou, por outro lado, que a ACPA tem apostado na prevenção do alcoolismo, tendo a este propósito adiantado que para este ano pretende alargar a sua intervenção, envolvendo a sociedade civil, universidades e escolas, reforçar o laço com instituições e ONG e consolidar as acções de forma prática e eficaz.

Luís Xavier disse ainda que a Associação Cabo-verdiana de Prevenção do Alcoolismo quer apostar na formação e capacitação de líderes comunitários, com vista a melhorar o atendimento às famílias das vítimas do alcoolismo.

“Queremos melhorar a comunicação, promover palestras e feiras de saúde, estar mais próximos das famílias e das vítimas, entre outras acções”, realçou, ajuntando que a ACPA quer trabalhar nos próximos tempos na criação de um grupo terapêutico, visando dar respostas às vítimas.

A nova proposta de lei sobre o álcool foi aprovada na primeira sessão plenária de Janeiro, por unanimidade dos 59 deputados presentes.
Este diploma visa “melhorar a saúde e o bem-estar da população cabo-verdiana, através de medidas que visam travar o uso abusivo de bebidas alcoólicas, com o propósito de reduzir a morbilidade, a mortalidade e o peso social resultantes dos problemas ligados ao álcool”.

No âmbito das restrições à disponibilização, venda e consumo de bebidas alcoólicas, a legislação refere que é “proibido facultar, vender e/ou colocar à disposição bebidas alcoólicas em locais públicos e em locais abertos ao público” a “menores de 18 anos” e a “quem se apresente notoriamente embriagado ou aparente ser portador de anomalia psíquica”.

Em Cabo Verde, o alcoolismo é um grave problema de saúde pública. De acordo com o Primeiro Inquérito Nacional sobre o Consumo de Substâncias Psicoativas no Ensino Secundário, realizado em 2013, 45,4% de estudantes entre 12 e 18 anos já ingeriram álcool, pelo menos uma vez na vida.

A lei proíbe “a disponibilização, a venda e o consumo de bebidas alcoólicas” nas “cantinas, quiosques, barracas e mercearias”, em “máquinas automáticas”, e em “postos de abastecimento de combustível localizados nas estradas ou fora das localidades”.

CM/JMV

Inforpress/Fim.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos