Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Legislativas 2021/Santo Antão: Cabeça-de-lista do PAICV acusa Governo de engavetar plano de valorização da Ribeira Grande

Porto Novo, 05 Abr (Inforpress) – A cabeça-de-lista do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) pelo círculo eleitoral de Santo Antão, Rosa Rocha, acusa o Governo de ter engavetado, “durante cinco anos”, o plano de valorização do vale da Ribeira Grande.

Rosa Rocha, de visita à sub-bacia de Caibros, no interior do vale da Ribeira Grande, disse que a agricultura, a principal actividade económica no concelho, “carece de melhor aproveitamento”, lembrando que o PAICV, quando foi Governo, desencadeou estudos de valorização desse vale, que foram “engavetados” pelo actual executivo.

“Existe o plano de valorização da bacia hidrográfica da Ribeira Grande. O PAICV, enquanto governo, desencadeou os estudos, mas, infelizmente, os planos foram engavetados durante cinco anos. Mas, nós, sendo o Governo, vamos trabalhar para mobilizar os recursos necessários para a valorização da agricultura neste vale”, sublinhou a cabeça-de-lista do PAICV.

A candidata do PAICV responsabilizou o Governo pelo “momento complicado” em que se encontra a agricultura em Santo Antão, cujo “principal problema são as pragas”.

Segundo Rosa Rocha, têm-se constatado o aumento do número de pragas em Santo Antão e Ribeira Grande não é excepção, uma situação que está “a sufocar” os agricultores, já que a produção fica sempre comprometida pelas pragas.

“Os agricultores estão extremamente sufocados”, considerou a candidata a deputada, segundo a qual é necessário que se retome as investigações e dar “respostas atempadas e assertivas” à questão de pragas que comprometem a agricultura em Santo Antão.

Santo Antão depara-se com outros problemas no sector agrícola, como a problemática de água, segundo Rosa Rocha, que disse que a recém-criada empresa Água de Rega “não passa de mais instituição criada, desnecessariamente, pelo Governo”, já que já existe a Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS).

Na sua opinião, bastava ao Governo criar um serviço dentro da ANAS para gerir a água de rega, mas, em vez disso, preferiu criar a empresa Água de Rega com o propósito de nomear “bosses do MpD para receber centenas de contos mensais em salários, suportados pelos agricultores”, acusou Rosa Rocha.

O que o Governo pretende é cobrar água das nascentes aos agricultores, que têm a oportunidade de “travar esse objectivo” do executivo nestas eleições legislativas.

Nas legislativas do dia 18 para eleição de 72 deputados, em 13 círculos eleitorais, dos quais dez no País e três na diáspora, concorrem seis partidos – PAICV, MpD, UCID, PTS, PSD e PP.

PAICV, MpD e UCID concorrem em todos os círculos, PP em seis círculos (Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e os três da diáspora), PTS também em seis círculos (São Vicente, Santiago Sul, Santiago Norte e três diáspora), e PSD em quatro círculos (Santiago Norte, Santiago Sul, América e África).

As últimas eleições legislativas em Cabo Verde ocorreram no dia 20 de Março de 2016, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 40 deputados, o PAICV 29 e a UCID três.

JM/AA

Inforpress/Fim 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos