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Legislativas 2021/Santiago Sul: UCID defende gratuitidade de educação para aqueles que de facto têm necessidade

Cidade da Praia, 12 Abr (Inforpress) – O cabeça-de-lista da UCID, em Santiago Sul, defendeu hoje uma mudança na política de subsidiação da educação, por forma que a gratuitidade de acesso possa ser garantida àqueles que de facto não têm condições de pagar.

Francisco Silva sublinhou a necessidade de garantir um equilíbrio nas políticas para que aqueles que têm o poder económico possam pagar para a criação das condições para que aqueles que não conseguem, possam também ter acesso à educação.

O candidato da União Cabo-verdiana Independente Democrática (UCID) insurgiu-se assim contra a medida implementada pelo Governo, sustentado pelo Movimento para a Democracia (MpD), e que passa pela isenção das propinas desde o primeiro até ao 12º ano de escolaridade.

Francisco Silva considera que essa isenção do pagamento de propina, acabou por beneficiar aqueles que de facto podiam pagar, deixando as escolas sem recursos e por conseguinte, exigindo esforços por parte dos alunos mais carentes no pagamento de outras coisas, como por exemplo as fotocópias.

“Pais que ganham até 400 mil escudos e que eventualmente pagavam 10 mil escudos ou pouco mais é que deixaram de pagar as propinas, ficando na mesma condição que aqueles que ganham o salário mínimo, ou que não trabalham. Assim, aqueles que estão ricos vão ficar cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres”, disse.

Neste sentido, adiantou que a UCID defende que quem pode pagar deve continuar a pagar, para que a escola possa garantir o equilíbrio e permitir que aqueles que de facto não tem condições possam ter acesso igualitário à educação.

“Por isso, é preciso rever a política de subsidiação da educação por forma que aqueles que podem pagar, paguem, precisamente para cobrir aqueles que não conseguem pagar. Não podemos colocar todos na mesma balança. É preciso criar o equilíbrio”, explicou, defendendo a mesma política para o sector da saúde.

Francisco Silva, que hoje esteve em contactos porta-a-porta na localidade de Achada Grande Frente, pediu um voto de confiança na UCID e alertou, sobretudo, os jovens “a não venderem a sua consciência por migalhas” em tempo de campanha eleitoral.

Para o candidato da UCID, é momento de dar “um basta aos mesmos” para que o País possa ter um Parlamento mais equilibrado e garantir uma governação para com a inclusão de toda a população.

“A UCID é a opção certa. E contamos com um voto consciente da população para mudarmos a situação de Cabo Verde”, apelou. 

Às legislativas do dia 18 de Abril para eleição de 72 deputados, em 13 círculos eleitorais, dos quais dez no País e três na diáspora, concorrem seis partidos.

O PAICV, MpD e UCID concorrem em todos os círculos, PP em seis círculos (Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e os três da diáspora), PTS também em seis círculos (São Vicente, Santiago Sul, Santiago Norte e três diáspora), e PSD em quatro círculos (Santiago Norte, Santiago Sul, América e África).

As últimas eleições legislativas em Cabo Verde ocorreram no dia 20 de Março de 2016, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 40 deputados, o PAICV 29 e a UCID três.

MJB/DR

Inforpress/Fim

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