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Legislativas 2021/Santiago Sul: PTS defende que agricultura deve ser vista como um sector público

Cidade da Praia, 11 Abr (Inforpress)- O cabeça-de-lista do Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS), Carlos Lopes, defendeu hoje que a agricultura deve ser considerada um sector público para garantir a reforma dos agricultores.

O candidato a deputado do PTS, que está hoje nas comunidades de Castelão e Achada Mato para mais uma acção de campanha, considerou a agricultura um elemento “crucial” do sector primário, considerando que ali está “toda a riqueza de um País”.

Cabo Verde, defendeu, deveria estar “super avançado” nesta matéria, pois tem recursos naturais (sol, terra e mar) e humanos para fazer com que a agricultura deixe de ser de subsistência para passar a ser “rentável”.

“Se reparamos, o staff que o Ministério da Agricultura e Ambiente tem custeado desde dos últimos 20 anos, podíamos ter uma agricultura de primeira em Cabo Verde, mas formamos técnicos para depois se sentarem no gabinete”, disse, defendendo que se querem modernizar a agricultura é necessário ter técnicos no terreno a acompanhar os agricultores.

Conforme sublinhou, os agricultores trabalham a vida inteira, mesmo com a escassez da chuva, mas não tem uma reforma.

Neste sentido, advogou que o Estado deve “abraçar a agricultura” e “apostar, sim,” em barragens, mas conciliada com a dessalinização de água.

“É preciso que criemos uma linha de governação para a agricultura, apostar na agricultura como um sector público. Temos jovens capacitados, devemos adquirir materiais, industrializar a agricultura e distribuir os nossos produtos também no continente africano”, propôs.

O candidato do PTS criticou ainda o facto do Gabinete do Ministério da Agricultura e Ambiente situar-se no Plateau, em vez de estar perto dos agricultores em Santiago Norte ou Santo Antão e Fogo.

Para o PTS, não tem havido uma vontade do Governo em apostar na produção em grande escala em Cabo Verde para abastecer o País, como também o continente africano.

Neste sentido, assegurou que o PTS vai defender essas ideias de ter uma agricultura nacional, não dependendo da exportação dos produtos, e a ideia de ter os agricultores como funcionários do Estado.

Às legislativas do dia 18 de Abril para a eleição de 72 deputados em 13 círculos eleitorais, dos quais 10 no País e três na diáspora, concorrem seis partidos – PAICV, MpD, UCID, PTS, PSD e PP.

PAICV, MpD e UCID concorrem em todos os círculos, PP em seis círculos (Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e os três da diáspora), PTS também em seis círculos (São Vicente, Santiago Sul, Santiago Norte e os três da diáspora) e PSD em quatro círculos (Santiago Norte, Santiago Sul, América e África).

As últimas eleições legislativas em Cabo Verde ocorreram no dia 20 de Março de 2016, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 40 deputados, o PAICV 29 e a UCID três.
AM/JMV
Inforpress/Fim

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