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Legislativas 2021/Santiago Sul: PAICV propõe reforço de políticas e serviços de promoção da igualdade de género

Cidade da Praia, 11 Abr (Inforpress) – O PAICV considera que houve uma “descapitalização” dos serviços de promoção da igualdade de género em Cabo Verde, nos últimos cinco anos, quadro que quer reverter com o reforço das políticas, caso vença as eleições legislativas.

Em declarações aos jornalistas, a candidata a deputada na lista para Santiago Sul, Adélsia Almeida, salientou que o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) sempre foi um partido de promoção da igualdade de género.

“Durante os 15 anos em que esteve no poder, foi um momento em que mais Cabo Verde desenvolveu tanto a nível de infra-estruturação como a nível de recursos humanos para a promoção de igualdade de género”, disse.

Contudo realçou que houve um retrocesso durante os últimos cinco anos, com a descapitalização completa dos serviços de promoção da igualdade género como é o caso do Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), sobretudo, em termos de recursos humanos.

“Em termos práticos, os dirigentes não fizeram nada. Pelo contrário tivemos uma descapitalização completa dos serviços. As casas de direito foram encerradas e depois não tivemos alternativas, casas de abrigo foram publicadas, quando tecnicamente não é aconselhável porque acaba por expor as vítimas e houve vários estudos que ficaram engavetados”, apontou.

Disse ainda que a própria liderança, muitas vezes, não esteve à altura da implementação de medidas e políticas que eram necessárias e as ONG que trabalham na promoção da igualdade de género foram colocados, completamente, à parte de todo o processo.

Uma situação que na sua perspectiva mostra que Movimento para a Democracia (MpD) é um partido com discurso na matéria, mas sem prática.

Adélsia Almeida, que já foi técnica do ICIEG, realçou que as políticas de promoção da igualdade de género têm de ser estruturadas, planificadas e de longo prazo, porque exigem mudanças de mentalidade.

“Não podem ser ideias paliativas, pontuais que ficam sempre afectas às datas comemorativas ou alguma publicação nas redes sociais. Tem de haver uma política definida pelo Estado, que tem de ser abordada de forma participativa com envolvimento de homens e mulheres”, sustentou.

Na sua perspectiva a apresentação de Janira Hopffer Almada, como candidata do partido para o cargo de primeira-ministra, é uma forma de também valorizar as mulheres cabo-verdianas e mostrar que a igualdade de género é uma prática no PAICV.

Às legislativas do dia 18 de Abril, para a eleição de 72 deputados em 13 círculos eleitorais, dos quais 10 no País e três na diáspora, concorrem seis partidos – PAICV, MpD, UCID, PTS, PSD e PP.

PAICV, MpD e UCID concorrem em todos os círculos, PP em seis círculos (Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e os três da diáspora), PTS também em seis círculos (São Vicente, Santiago Sul, Santiago Norte e os três da diáspora) e PSD em quatro círculos (Santiago Norte, Santiago Sul, América e África).

As últimas eleições legislativas em Cabo Verde ocorreram no dia 20 de Março de 2016, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 40 deputados, o PAICV 29 e a UCID três.

MJB/HF

Inforpress/Fim

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