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Legislativas 2021/Santiago Norte: PAICV acusa MpD de ser um partido que “delapida os recursos do Estado”

Assomada, 14 Abr (Inforpress) – O PAICV alertou aos cabo-verdianos que se reelegeram o MpD a “intransparência na governação será ainda maior”, acusando o mesmo de ser um partido que “delapida todos os recursos e activos do Estado quando está no poder”.

A acusação foi feita pelo cabeça-de-lista do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), João Baptista Pereira, pelo círculo eleitoral de Santiago Norte, às legislativas de domingo, afirmando que o Governo de Ulisses Correia e Silva continua com a “prática ostensiva de enganar os cabo-verdianos” com promessas eleitoralistas.

Acusou o MpD de estar a condicionar os cabo-verdianos com compra de consciência durante a campanha, frisando que, sendo um partido que antecipa as receitas do Estado para fins eleitorais num contexto de total incerteza, não pensa no país, nos cabo-verdianos e na próxima geração, e irá abandoná-los após as eleições.

“Temos relatos de pessoas que estão a ser contactadas para serviços de cadastro social, com indicação de que o dinheiro que estão a receber foi enviado pelo Ulisses Correia e Silva, mesmo nos bancos temos situações do género”, denunciou João Baptista Pereira.

O Movimento para a Democracia (MpD) e Ulisses Correia e Silva, segundo o candidato a deputado nacional, abandonou a população do campo nos cinco anos de governação, isto, quando, salientou, a população do mundo rural sofreu com três anos consecutivos de seca, houve redução drástica da produção agrícola e rendimento das famílias.

 “É preciso que os cabo-verdianos percebam que, neste momento, o futuro do país está nas suas mãos, eles têm que levar em conta que se voltarem a eleger um Governo suportado pelo MpD, deverão estar preparados para tudo que virá depois, porque o MpD já anunciou que tem ainda cerca de 21 empresas que serão privatizadas”, alertou, lembrando que as promessas do MpD relativamente a privatização dos transportes aéreos e marítimos e não só, não foram cumpridas.

É por este motivo que, frisou, até no momento de prestar as contas aos cabo-verdianos, Ulisses Correia e Silva não consegue fazê-lo, daí que asseverou, a escolha está nas mãos dos mesmos que devem a avaliar o desempenho do Governo e tomar uma decisão no dia 18 de Abril.

Às legislativas do dia 18 para eleição de 72 deputados em 13 círculos eleitorais, dos quais dez no País e três na diáspora, concorrem seis partidos – PAICV, MpD, UCID, PTS, PSD e PP.

PAICV, MpD e UCID concorrem em todos os círculos, PP em seis círculos (Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e os três da diáspora), PTS também em seis círculos (São Vicente, Santiago Sul, Santiago Norte e três diáspora), e PSD em quatro círculos (Santiago Norte, Santiago Sul, América e África).

 As últimas eleições legislativas em Cabo Verde ocorreram no dia 20 de Março de 2016, tendo o MpD vencido com maioria absoluta, ao eleger 40 deputados, o PAICV 29 e a UCID três.

CM/CP

Inforpress/Fim

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