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Legislativas 2021/Ilha do Sal: PAICV quer governar com maioria absoluta e reforça pedido de voto na recta final

Espargos, 16 Abr (Inforpress) – A candidatura do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), no Sal, liderada por Démis Almeida, reforçou o pedido de voto ao eleitorado salense para garantir maioria absoluta e estabilidade na governação do País.

Chegado ao fim da campanha eleitoral, depois da “onda amarela” ter percorrido todas as localidades da ilha durante estes dias, confirmando os compromissos com o Sal, caso o PAICV vier a merecer a confiança dos salenses, Démis Almeida, cabeça-de-lista do partido “estrela negra” disse que o sentimento é de “descontentamento” e que o único partido que pode, neste momento, garantir esta mudança é o PAICV. 

“O PAICV quer governar com maioria absoluta, portanto, eleger um mínimo de 37 deputados, uma vez que permite estabilidade parlamentar. Estamos a trabalhar para termos essa maioria absoluta”, almejou, indicando, entretanto, que num contexto de maioria relativa, como acontece noutras democracias mais consolidadas, é sempre possível chegar-se aos entendimentos e garantir condições de governabilidade.

“Mas este não é um cenário que estejamos a cogitar. Estamos a cogitar um cenário de ganhar as eleições com maioria absoluta e governar sem sobressaltos nos próximos cinco anos”, asseverou.

Repisando, por outro lado, sobre a questão do “condicionamento das consciências” dos cidadãos eleitores, por parte dos responsáveis públicos, nomeadamente da Câmara Municipal do Sal, na pessoa de seu presidente e alguns vereadores, que conforme sublinhou, põe em causa o princípio da neutralidade e da imparcialidade, o candidato a deputado nacional, criticou essa “alegada” postura, já que no seu entendimento viola “escandalosamente” o Código Eleitoral, isto diante de uma “não acção” da Comissão Nacional de Eleições, em “tempo útil”.

“Passa-se a ideia de que o crime eleitoral compensa”, lamentou.

Démis Almeida concluiu, acentuando, que neste momento, não há outro partido posicionado para, “de facto”, dar aos cabo-verdianos uma opção de alternância de políticas, práticas e visão de desenvolvimento, que não seja o PAICV.

Pelo que o apelo, conforme disse, tem sido feito neste sentido, isto é, aclarou, o cidadão eleitor cabo-verdiano que está descontente com as políticas do actual Governo, com o desemprego que “grassa” no País, descontente com a “inexistência” de políticas sociais, com o “bloqueio” dos transportes aéreos e marítimos, descontes com os serviços de saúde, entre várias outras situações (…) “deve votar” na mudança destas políticas. 

“Acho que este cidadão deve ir votar em consciência no sentido de garantir uma mudança destas políticas, desta forma de ser e de estar na governação, e o único partido que pode, neste momento, garantir esta mudança é o PAICV”, reiterou, finalizando.

O PAICV continua hoje com os contactos no terreno, nas diferentes localidades, para no final do dia fazer o encerramento da campanha no polivalente Cascais, nos Espargos.

Às legislativas do dia 18 de Abril, para a eleição de 72 deputados em 13 círculos eleitorais, dos quais 10 no País e três na diáspora, concorrem seis partidos – PAICV, MpD, UCID, PTS, PSD e PP.

PAICV, MpD e UCID concorrem em todos os círculos, PP em seis círculos (Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e os três da diáspora), PTS também em seis círculos (São Vicente, Santiago Sul, Santiago Norte e os três da diáspora) e PSD em quatro círculos (Santiago Norte, Santiago Sul, América e África).

As últimas eleições legislativas em Cabo Verde ocorreram no dia 20 de Março de 2016, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 40 deputados, o PAICV 29 e a UCID três. 

SC/HF

Inforpress/Fim

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