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Legislativas 2021: António Monteiro propõe modelo de desenvolvimento económico e social para corrigir desigualdades

Mindelo, 27 Mar (Inforpress) – O candidato da União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID) a primeiro-ministro nas legislativas de 18 de Abril propõe um plano de desenvolvimento económico e social para corrigir a “profunda” desigualdade que atinge a maioria da população do País.

António Monteiro, que se candidata pela 5ª vez consecutiva desde 2004, e que parte com o lema de campanha “Basta dos Mesmos! Somos opção, sim!”, elege um modelo de política que corrija a “desigualdade económica e social” entre “os poucos privilegiados e a maioria da população que aufere salários vergonhosos”.

O político de 59 anos, presidente da UCID desde 1997, afirma que pretende pôr fim à situação “escandalosa” nas ligações aéreas e marítimas no País e diversificar a economia, eliminando a “extrema dependência do turismo”.

“É um modelo de desenvolvimento com justiça social, qualificação de recursos humanos e igualdade de oportunidades para todos. Um desenvolvimento social e ambientalmente sustentável”, explica.

Com a UCID, refere, o mérito será o “único critério” de escolha para cargos na administração pública e a descentralização será “aprofundada” com a regionalização. O partido também quer que os deputados nacionais se dediquem com “exclusividade ao serviço público para que forem eleitos”, as representações externas com responsabilidades eleitorais “despartidarizadas” e a justiça “independente e igual para todos”.

Para António Monteiro, “a UCID é a melhor opção”, porque o actual Governo “falhou no cumprimento das promessas”, “piorou a situação do País e traiu a confiança do povo”.

“A política externa é incompetente, desprestigiante, sem coerência e com numa estrutura e representantes contaminados pela partidarização. A justiça é altamente questionada, morosa e com aplicação desigual da lei. A dívida pública está alarmante e é, de longe, a maior da África e um dos maiores do mundo”, afirma.

 O candidato diz que a saúde “vai de mal a pior”, visto que as estruturas não satisfazem às necessidades da população, o desemprego jovem é “elevadíssimo” e a formação profissional está “burocratizada e desalinhada” com as necessidades da economia e promoção do emprego.

Diz ainda que o nepotismo e o “job for the boys” são “gritantes”, porque os serviços técnicos de regulação económica e sectorial “são oferecidos a indivíduos sem a mínima qualificação”.

Mas promete, caso for primeiro-ministro, “facilitar” o investimento privado endógeno e externo nos sectores com “alta propensão” para criar emprego, “particularmente jovem e com remuneração decente”.

“Vamos alinhar mais a formação profissional com o desenvolvimento da economia e promover financiamentos de pequenas e microempresas que são os que mais criam empregos no País”, assegurou António Monteiro, para quem a sua vitória será uma “oportunidade para fazer melhor e com todos os filhos capazes da Nação cabo-verdiana”.

Se não vencer, assegura que vai estar no parlamento para “cumprir as suas obrigações” e “ser útil para Cabo Verde”, entretanto, não descarta uma possível coligação, caso não houver maioria absoluta porque, lembrou, a UCID “nunca inviabilizou e nem inviabilizará” a governação e o bem-estar de Cabo Verde.

“A UCID, se necessário, fará essa coligação, mas não a qualquer custo. Estaremos atentos às nossas políticas em questão e certamente não estamos preparados para ser muletas de ninguém”, sustentou.

Às legislativas de 18 de Abril para eleição dos 72 deputados, em 13 círculos eleitorais, dez no país e três na diáspora, concorrem seis partidos, sendo PAICV, MpD e UCID em todos os círculos, PP em seis círculos – Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e três diáspora, PTS também em seis círculos – São Vicente, Santiago Sul, Santiago Norte e três diáspora, e PSD em quatro círculos – Santiago Norte, Santiago Sul, América e África.

As últimas eleições legislativas em Cabo Verde ocorreram no dia 20 de Março de 2016, tendo o MpD, liderado por Ulisses Correia e Silva, vencido com maioria absoluta, elegendo 40 deputados, o PAICV 29 e a UCID três.

CD/DR

Inforpress/Fim

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