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Legislativa 2021/Sal: MpD almeja transformar hub aéreo do Sal em plataforma de conexão com o mundo

Santa Maria, 09 Abr (Inforpress) –  O Movimento Para a Democracia (MpD) quer reabrir o mercado aéreo e turístico cabo-verdiano,  a partir da concepção de uma plataforma aérea de serviço para o Atlântico médio que tenha como ponto central a ilha do Sal.

O propósito foi manifestado à imprensa pelo segundo elemento da lista do partido para as eleições do dia 18, Carlos Santos, durante o “briefing” diário de campanha.

“Hoje, a candidatura do MpD quer falar daquilo que é a proposta da plataforma aérea que nós queremos montar na ilha do Sal”,  enquadrou o candidato, recordando que o delineamento desta plataforma logística iniciou-se em 2019 com a privatização dos TACV  [actual CV Airlines],  todavia interrompidos pela pandemia da covid-19.

“Nós começamos a ter aquilo que chamamos de externalidade, ou seja, os efeitos na economia nacional e outros sectores”, concretizou o candidato, designadamente, continuou, nas empresas de comercialização de combustíveis,  tendo algumas “aumentado cerca de 34 por cento (%)  das suas vendas” em 2019.

A CV Handling e a ASA, continuou, registaram “aumento de produção de 10%” e,  consequentemente,  o número de trabalhadores, e, a nível do catering, verificou-se o mesmo, segundo a mesma fonte, e “a diversificação do produto turístico”.

O desafio ora lançado, segundo Carlos Santos, e que está patente na plataforma eleitoral do partido, é a criação de uma plataforma de serviços no atlântico médio, acoplado a criação do hub aéreo no Sal e, assim,  “ligar Cabo Verde ao mundo”.

“Se quisermos dar um salto, crescer, combater a pobreza, ter mais rendimento, mais empregos qualificados temos que abrir o nosso mercado no mundo”, incitou o candidato, “estabelecendo metas”.

Nos próximos dois anos, segundo Carlos Santos, Cabo Verde terá “num curto espaço de tempo” as condições de fomentar a conectividade aérea, ou seja, “lançar mãos na procura” de outros países que queiram acordos aéreos com o arquipélago, “conquistar e incentivar” companhias aéreas a utilizar o aeroporto do Sal com a sua plataforma e local de trânsito entre os continentes da América do Sul e da Europa.

São previsões que, na óptica do candidato do MpD a deputado,  irão “contagiar, também um pouco o turismo”,  numa necessidade de diversificar o produto turístico  e criação de sub-produtos,  designadamente o “stopover”.

“É a possibilidade de as pessoas passarem por Cabo Verde e ficar dois ou três dias na ilha do Sal, como começou a acontecer em Dezembro de 2019”, elucidou Carlos Santos.

Aliás, a mesma fonte lembrou que quando surgiu a crise pandémica, havia “quase três centenas de brasileiros” a passar férias no País.

“Portanto, significa que estávamos no caminho certo, e, por isso, esta proposta de abrir Cabo Verde ao nível da plataforma aérea é uma proposta para se manter”, finalizou.

Às legislativas do dia 18 para eleição de 72 deputados em 13 círculos eleitorais, dos quais dez no País e três na diáspora, concorrem seis partidos – PAICV, MpD, UCID, PTS, PSD e PP.

PAICV, MpD e UCID concorrem em todos os círculos, PP em seis círculos (Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e os três da diáspora), PTS também em seis círculos (São Vicente, Santiago Sul, Santiago Norte e três diáspora), e PSD em quatro círculos (Santiago Norte, Santiago Sul, América e África).

As últimas eleições legislativas em Cabo Verde ocorreram no dia 20 de Março de 2016, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 40 deputados, o PAICV 29 e a UCID três.

AR/AA

Inforpress/Fim

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