KJF 2017: Organização diz que o festival continua a “não ser um bom negócio” e nem “sustentável”

 

Cidade da Praia, 16 Abr (Inforpress) – Os organizadores do Kriol Jazz Festival, que terminou esta madrugada, afirmaram que o certame continua a “não ser um bom negócio” e nem “sustentável”, mas que o foco é a cultura “que não tem preço”.

A afirmação é do presidente da Câmara Municipal da Praia, Óscar Santos e do director da produtora Harmonia, José “Djô” da Silva, organizadores do certame que decorreu no dia 08 de Abril, no Fundo Cobom com o “Kriol Zona” e nos dias 14 e 15 de Abril com palcos na Praça Luís de Camões para concertos e na Kebra Canela para animação musical de DJ’s.

“Bom negócio não direi, a cultura não tem preço”, argumentou o edil praiense, avançando que a câmara tem investido todos os anos mais de 15 mil contos no KJF, que considerou de uma “marca da cidade muito importante”.

No dizer de Óscar Santos com os vários eventos culturais, como Noite Branca, Gamboa, Virada d’Anu, e outros, querem transformar a capital do país “cada vez mais competitiva”.

Para o próximo ano, assegurou que vão celebrar a 10ª edição do Kriol Jazz Festival “um pouco mais forte” e com actividades “mais intensas”, por isso vão cada vez mais, descentralizar a cultura para todo a cidade e torna-la inclusiva.

Tendo em conta que o mercado musical em Cabo Verde é pequeno e os artistas nacionais têm problemas a nível financeiro, Óscar Santos acredita que o KJF é um “bom palco para os artistas exibirem”.

Por seu turno Djô da Silva, da produtora Harmonia, diz estar “contente”, tendo em conta que as pessoas gostaram da programação apresentada.

Segundo este produtor musical, “tem sido difícil organizar o KJF” em Cabo Verde, tendo em conta o “mercado que é pequeno”, salientando que este ano se tudo correr como previsto vão ter pela primeira vez receitas.

Avançou ainda que no primeiro dia foram vendidos cerca de 1600 bilhetes, ao preço de 1.500 escudos cada, tendo em conta o espaço registado um número significativo, diferente dos anos anteriores, ou seja, mais de 2200.

Para o próximo ano, adiantou que pretende continuar na mesma linha, mas pretende que ela seja “mais forte”.

Disse ainda que para 2018 vai preparar o evento “muito cedo”, para que possa ter “artistas de alto nível”, prometendo surpreender o público.

FM/AA

Inforpress/Fim

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