KJF 2017: Jazz africano contemporâneo e latino dominam a noite e Pat Thomas encerra o certame

 

Cidade da Praia, 16 Abr (Inforpress) – O jazz africano dos Jaixi ft Boaz, o contemporâneo dos Spyro Gyra e latino do Roberto Fonseca Quartet, dominaram o último dia da IX edição do Kriol Jazz Festival, tendo o ganês Pat Thomas a fechado a noite.

A noite começou muito cedo, antes do programado, ou seja, antes das 20:30, com a actuação de Jaixi feat. Boaz do Costa de Marfim, que estava previsto a sua actuação no evento “Kriol Jazz AM” na madrugada desta sexta-feira, na Kebra Canela.

Este trio africano do jazz mostrou ao público a sua música que é uma mistura de melodias e ritmos africanos orquestrados por uma harmonia jazz, que resulta num estilo de fusão.

Antes das 21:00, a jovem artista cabo-verdiana Elida Almeida, que marca a sua segunda presença neste evento, subiu ao palco da Praça Luís de Camões, apresentando o resumo do concerto que tem apresentado fora de Cabo Verde.

“Nhu Santiago” foi o tema escolhido para dar pontapé de saída, uma composição que homenageia a sua terra natal, no seu primeiro álbum “Ora doce, ora margoss”, depois “Di mi ku di bo”, “Di Mi Ku Bo”, “Mar Sagradao”, “Forti Dor” do novo trabalho EP “Djunta Kudjer” que conta a história de uma mãe que perdeu a seu filho na luta entre grupos rivais.

“Bitori nha Bibinha” foi o funaná com que a artista fez o público dançar, para a seguir ter um momento que considerou dela e do público ao som do tema “Ora doce, ora margoss”.

Ainda do novo álbum cantou “Txika”, e terminou a sua actuação por volta das 22:00 ao som de tabanka com o “Bersu d’ Oru” em que fez o público ficar de pé e a dançar este ritmo.

No final da actuação, Elida Almeida disse à imprensa que o público mostrou-se “bastante caloroso”, afirmando que foi um momento “muito bom”.

A artista, que assegurou que o seu novo trabalho está a ser “muito bem aceite”, avançou que na agenda já tem confirmado concertos na Ilha de Reunião, Bélgica, França, Holanda e ainda outras datas por acertar.

O jazz voltou mais uma vez desta feita com o grupo americano Spyro Gyra com o “jazz contemporâneo”, depois Roberto Fonseca Quartet de Cuba que trouxe um “jazz latino” num momento marcado por improvisos e mudança de ritmo, num “bom jazz” tendo o público acompanhado a cada mudança.

O festival chegou ao fim por volta das 03:00, ao som de uma das figuras emblemáticas do “highlife” ganês dos anos 70 e 80, do afrobeat e da cena afro-pop, Pat Thomas & Kwashibu Area Band, que contagiou o público.

A festa continuou ainda na Kebra Canela com o “Kriol Jazz AM” com Topium de Canada e Dj Satélite de Angola.

FM/AA

Inforpress/ Fim

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