KJF 2017: Elida Almeida é destaque do último dia com apresentação do EP “Djunta Kudjer”

 

Cidade da Praia, 15 Abr (Inforpress) – A artista Elida Almeida, que participou na última edição do Kriol Jazz Festival, volta a marcar presença desta feita com novo trabalho discográfico “Djunta Kudjer” com actuação agendada para hoje na Praça Luís de Camões, Cidade da Praia.

Para além de Elida Almeida, que vai subir ao palco a partir das 20:30, constam ainda artistas de países como Estados Unidos da América (Spyro Gyra), Cuba (Roberto Fonseca Quartet), Gana (Pat Thomas e Kwashibu Area Band).

Assim como o segundo dia, o terceiro e último dia também é pago à razão de 1500 escudos por pessoa, mas quem adquirir o ingresso por 2000 escudos terá direito a entrada livre num outro espectáculo a desenrolar a seguir, no palco de Kebra Canela, intitulado “Kriol Jazz AM by Sigui Sabura”, que vai contar com actuações de artista Topium (Canadá) e de Angola (Dj Satélite).

Elida Almeida, depois de “Ora Doci Ora Margos”, o seu primeiro álbum editado no final de 2015, que lhe valeu reconhecimento tanto a nível nacional como internacional, surge agora com o EP –“Djunta Kudjer”.

O novo trabalho inclui ritmos da tradição musical que vivenciou desde sempre e foi gravado em Havana no final de 2016 e lançado como single no início deste ano. A tabanka é mais um ritmo que Elida Almeida, vencedora do Prix Découvertes RFI em 2015, elegeu para integrar “Djunta Kudjer”.

Sypro Gyra, ao longo de mais de 40 anos, dos Estados Unidos da América, têm feito mais de cinco mil concertos, lançaram 31 álbuns (sem contar compilações do tipo “Best Of”) e venderam mais de 10 milhões de discos, tendo também conseguido um disco de platina e dois discos de ouro.

Embora poucos artistas tenham alcançado feitos deste nível, os Spyro Gyro continuam a desafiar-se. Prova disto é o seu mais recente disco, The Rhinebeck Sessions, que foi composto e gravado em estúdio em apenas três dias.

Já o cubano Roberto Fonseca é tido como um dos pianistas mais prendados – e mais apreciados – da sua geração. Depois de ganhar reconhecimento ao lado de Ibrahim Ferrer no lendário Buena Vista Social Club, e depois da sua recente indicação para o Grammy de Melhor Álbum de Jazz Latino, Roberto Fonseca veio a personificar o encontro do jazz com a música de Cuba.

Um executante fenomenal em palco, Roberto Fonseca também tem fãs em todo o mundo.

Pat Thomas é uma referência da música moderna africana, mais concretamente, do Gana. Oriundo de Kumasi, Pat Thomas estreia-se ao lado da lenda do highlife, King Onyina, antes de trabalhar com Ebo Taylor no seio de dois grupos de culto dos anos 60 – Broadway Dance Band e Stargazers. Figuras emblemáticas do highlife ganês dos anos 70 e 80, do afrobeat e da cena afro-pop, resplandecem com o grupo The Sweet Beans.

Com a sua voz única e os seus cânticos retirados das línguas fanti e ashanti twi, Pat Thomas tornou-se incontornável na cena musical ganesa.

Topium é uma dupla electro-jazz de Montreal, Canadá, cujo nome significa ‘jardim dos prazeres’, surgiu do encontro entre dois nomes músicos: Jérôme Dupuis-Cloutier (trompete, teclado) e Jonathan Gagné (percussão).

O par que se conheceu durante as suas participações em projectos de jazz desenvolveu instantaneamente uma cumplicidade que não podia ser ignorada. Graças às suas raízes de jazz e gosto partilhado pela música electrónica criaram o grupo em 2015.

DJ Satelite é um Dj de Luanda, Angola, residente em Lisboa, que assume o papel de um dos mais proeminentes artistas dos géneros Afro- House e Kuduro. A sua notoriedade surgiu em 2006.

FM/ZS

Infopress/Fim

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