Kitesurf’2019: Didi Lopes “sonha atacar” o pódio para “melhor dignificar” Cabo Verde

Santa Maria, 27 Fev (Inforpress) – A única atleta feminina cabo-verdiana nesta I Etapa do Circuito Mundial de Kitesurf, que decorre na praia de Ponta Preta, ilha do Sal, até 03 de Março, Yanira (Didi) Lopes promete continuar a trabalhar para “atacar” o pódio.

Aos 33 anos, a kitesurfista cabo-verdiana, também conhecida como Didi Lopes, com residência nos últimos anos na Suíça, é a única representante feminina cabo-verdiana nesta etapa, pelo que depois de ter estreado esta terça-feira, com uma vitória e uma derrota, disse estar preparada para voltar às ondas e dar o seu melhor e tirar proveito do factor casa.

Em entrevista exclusiva à Inforpress, Didi Lopes, que é irmã de Airton Cozzolino, campeão mundial em título, considerou que disputou com sucesso a sua primeira bateria, mas que a segunda não foi a melhor, por ter encontrado “ventos dos seis metros quanto precisava dos sete metros”, para mostrar as suas habilidades nos 15 minutos na água, mas que está esperançada numa vaga do pódio”.

Apontou a técnica e a persistência, aliadas as grandes ondas, como atributos essências para o sucesso nesta modalidade desportiva náutica, razão pela qual disse estar concentrada para “rezar a Deus e agarrar esta segunda oportunidade” convicto que passo a passo, poderá enfrentar as adversárias para tentar atingir o seu objectivo

O facto de Ponta Preta ter sido seleccionada para o segundo ano consecutivo para uma etapa mundial de kitesurf e ter já garantia para a organização da edição de 2010 é para esta atleta, salense de gema, “motivo de orgulho e grande satisfação, porque a bandeira cabo-verdiana será cada vez mais reconhecida nesta montra mundial do desporto náutico”.

“É sempre bom estar lá em cima a defender as cores de Cabo Verde e ser reconhecida como uma cabo-verdiana. É bom para o país. Temos grandes nomes como Airton Cozzolino, Mitú Monteiro, Matchú Lopes, Djô Silva, Ricardo e todos os elementos da comitiva que vem dando forças aos mais jovens”, ressalvou Didi Lopes que tem dedicado à prática da modalidade “mesmo a sério desde 2008”, ainda que pratica desde tenra idade.

Admite que o kitesurf é uma modalidade muito exigente, mas clama a participação de mais atletas femininas, pelo que lançou um repto no sentido de começar a surgir novas praticantes, com o argumento que por estar a viver actualmente na Suíça, não tem mar para treinar, pelo que quando regressa ao país, terá de competir sempre em desvantagem de ritmo.

“Posso dizer que já estou na fase derradeira da minha careira, pelo que quero entregar o meu testemunho quando chegar a hora da partida e Cabo Verde não pode ficar de fora da competição feminina”, asseverou, Lopes sublinhando que em qualquer ilha de Cabo Verde há sempre ventos e ondas para a prática da modalidade.

A praia de Ponta Preta, no Sul da ilha do Sal, acolhe desde segunda-feira, 25, a I Etapa do Circuito Mundial de Kitesurf, e com término previsto para 03 de Março, evento que envolve 48 atletas masculinos e 17 femininas, em representação dos cinco continentes

O arquipélago está representado nesta competição mundial por 10 praticantes neste circuito mundial que está a ser disputado pelos melhores kitesurfistas do Mundo em representação de Cabo Verde, Alemanha, Austrália, Brasil, Bulgária, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, França, Hawaii, Itália, Portugal, República Dominicana, Suécia.

Ponta Preta’2019 marca o início das 13 edições que constituem este evento mundial denominado “2019 GKA Kite World Tour Events” ao qual se segue as praias de Leucate (França), Dakhla (Marrocos), Sylt (Alemanha), Tarifa (Espanha), Gran Canaria (Espanha), Sotavento (Espanha), Malmo (Suécia), Ilhas Maurícias, Cumbuco (Brasil), Prea (Brasil), Maui (Hawaii) e Torquay (Austrália).

SR/AA

Inforpress/Fim

 

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