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Juventude do PAICV propõe limitação de mandatos para eleitos municipais

Cidade da Praia, 06 Ago (Inforpress) – A Juventude do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (JPAI) defendeu hoje a limitação para o máximo de três mandatos dos presidentes das câmaras e assembleias municipais, para se evitar a “perpetuação no poder”.

Em conferência de imprensa, hoje na cidade da Praia, a porta-voz da JPAI, Daniela Horta, defendeu igualmente que desta forma se estará a contribuir para um “maior equilíbrio geracional”, assim como para o combate a “vícios instalados”, “falta de transparência” e de equidade no acesso às prestações públicas municipais e às oportunidades de emprego na administração pública local.

Por outro lado, segundo a mesma fonte, contrariamente ao discurso de “parceria exemplar” entre o Governo e as câmaras municipais, tem-se constatado com “alguma preocupação” a “perda de autonomia” existente em vários municípios no país, limitando-se a executar os projectos e programas do Governo.

“Os cidadãos elegem em actos eleitorais distintos, com plataformas distintas, o Governo e os órgãos locais e quer poder distinguir a actuação de cada um dos níveis de poder e saber a quem exigir o cumprimento das obrigações consagradas na lei e dos compromissos firmados nas urnas”, afirmou.

Completando, Daniela Horta disse que vários presidentes de câmaras municipais do país estão transformados em “autênticos delegados de Governo”, situação que, conforme referiu, “pode comprometer seriamente” o futuro de vários municípios e, consequentemente, do país.

Igualmente, a responsável denunciou o “tratamento discriminatório” que municípios dos Mosteiros e de Santa Cruz, liderados pela oposição, vem recebendo por parte do Governo, nomeadamente, referiu, nas transferências de verbas para os municípios ou no plano de mitigação de seca e mau ano agrícola, o leva a responsável a considerar que não se pode continuar a colocar “todos os ovos no mesmo cesto”.

Assim, a JPAI considera, conforme avançou Daniela Horta, que a agenda autárquica do PAICV deve reflectir as preocupações da juventude em domínios como o acesso ao emprego digno e a oportunidades económicas, mas também à habitação condigna, à protecção e segurança social, ao desporto e a um ambiente saudável e propiciador de melhores condições de saúde e bem-estar para as populações.

“É nossa convicção que uma Agenda Autárquica concebida com os jovens e para os jovens, contribuirá sobremaneira para a recuperação gradual da confiança dos jovens na política e nos políticos”, constatou, e, consequentemente, precisou, para a redução da taxa da abstenção “assustadora” nas últimas eleições, “sobretudo no seio do eleitorado jovem”.

Conforme frisou Daniela Horta, a JPAI defende que nas próximas eleições autárquicas a participação de homens e mulheres nas listas partidárias ou das candidaturas independentes sejam capazes de reflectir o verdadeiro compromisso da sociedade cabo-verdiana com essa questão civilizacional.

“A JPAI é pelo empoderamento das mulheres no poder local”, anunciou a porta-voz, ajuntando que as estruturas daquela juventude partidária são incentivadas a trabalhar no sentido de se alcançar a paridade, começando por incentivar as jovens a integrarem a organização.

“Isto para que possam caminhar desde a tenra juventude em pé de igualdade com os homens, ganhando o seu espaço na vida política e promovendo modelos de liderança no feminino capazes de melhorar as práticas partidárias e a credibilidade da política e dos políticos”, concluiu Daniela Horta.

GSF/AA

Inforpress/Fim

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