JpD propõe a Ficase atribuição de bolsas para jovens no ensino secundário privado

Cidade da Praia, 02 Dez (Inforpress) –  O presidente da Juventude para a Democracia (JpD) propôs hoje a Fundação Cabo-verdiana de Acção Social e Escolar (Ficase) a atribuição de bolsas de estudos para jovens, mulheres e ex-reclusos que frequentam o ensino secundário privado.

Euclides Silva avançou essa informação à imprensa no final de um encontro com o presidente da Ficase, Albertino Fernandes, que visava conhecer melhor todos os trabalhos que esta fundação tem feito em prol da juventude cabo-verdiana, desde atribuição de bolsa de estudo, transporte escolar, refeição quente, entre outros.

Na ocasião, analisaram a possibilidade dessa instituição apoiar os estudantes que estão no ensino secundário privado, tendo em conta que agora o ensino secundário é até ao 12º ano é gratuito.

“A nossa proposta, que foi bem-recebida pelo presidente da Ficase, é apoiar também os estudantes, sobretudo, os jovens desempregados e empoderamento das mulheres empregadas domésticas, os ex-reclusos, jovens que entendemos que estão a precisar de melhorar a sua qualificação, daí que seria extraordinário se a Ficase conseguisse bolsas para esses jovens”, avançou.

Em relação às constantes críticas da Juventude do Partido Africano de Independência de Cabo Verde (JPAI) sobre a retenção dos certificados dos jovens finalistas, a JpD diz estranhar o facto de a JPAI ficar calada quanto ao incumprimento por parte da universidade dos 20 por cento (%).

“Não sei porquê é que a JPAI nunca fala desse assunto e nunca pressiona a universidade pública para cumprir com a sua parte”, criticou.

Com este acordo tripartido, no âmbito do Programa Extraordinário de Apoio Pontual aos Finalistas (PEAP), a Ficase assumiria 60% das dívidas dos alunos com certificado retido, as instituições de ensino superior 20% e os estudantes 20%.

Contudo, voltou a denunciar, a Ficase e os estudantes estão a cumprir com a sua parte, mas a universidade, nomeadamente a universidade pública, tem estado no incumprimento.

“O que nós entendemos é que deve haver uma fiscalização. As universidades que não cumprem com a sua parte, no meu entender, não devem receber o dinheiro do Estado enquanto não cumprirem com as suas partes”, disse, fazendo referência de que, ao não cumprirem com o acordo, os alunos ficam sem os seus certificados.

Euclides Silva diz ainda estranhar o facto de a JPAI e o PAICV (Partido Africano da Independência de Cabo Verde-oposição) exigirem mais recursos ao Governo, mas, recentemente, no parlamento, os deputados do PAICV chumbaram a proposta do Governo que visa aumentar o tecto da dívida interna do País.

“O PAICV, através da JPAI, lança farpas, mas depois quando chega o momento de colaborar no parlamento os deputados votam contra o aumento do tecto da dívida, que é para que o Estado e a Ficase possam ter mais recursos para apoiar aqueles que mais precisam. Oque podemos concluir é que a JPAI e o PAICV não estão interessados na resolução do problema dos jovens, mas sim só querem fazer barulho”, finalizou.

AM/DR

Inforpress/Fim

 

 

 

 

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