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JPAI promove debate sobre violência no namoro para a consciencialização e “não normalização” da problemática

Cidade da Praia, 22 Fev (Inforpress) – A JPAI promove hoje um debate sobre “Violência no namoro, uma questão actual e pertinente”, para alertar a sociedade civil sobre a necessidade de identificação de sinais e sintomas de abusos e da “não normalização” dos casos de violência.

Em declarações à Inforpress, o secretário nacional para a Formação e Intervenção Política da Juventude do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (JPAI), Yuri Pereira, explicou que a iniciativa reúne participantes de diferentes áreas de intervenção social, jovens e pais e encarregados de educação.

Considerando a questão da violência no namoro como “muito grave” e pouco debatida no país, disse que a JPAI quis trazer a família também para o centro do debate do evento por entender que a mesma é a parte principal no processo de educação e desenvolvimento dos filhos.

“Há necessidade de sentarmos para analisarmos esta situação debater mais sobre isso para evitarmos situações piores no futuro, porque temos que saber que sociedade queremos”, disse, realçando que infelizmente a sociedade cabo-verdiana tem-se revelado individualista e desinteressada sobre problemas que têm afectado as pessoas.

No seu entender, a sociedade civil tem que despertar e dar uma atenção especial a essa problemática, exortando às instituições no cumprimento das suas funções na cadeia social promovendo acções de prevenção, combate e a “não normalização” dos casos de violência.

“Hoje, a sociedade é diferente, os jovens estão a envolver-se em relações íntimas mais cedo, e a mentalidade social já ultrapassou certos tabus. Mas, ainda assim, muitos não têm a consciência de que se está a correr riscos”, alertou, frisando que os actos de violência têm consequências imensuráveis na vida de qualquer adolescente ou jovem.

Por seu turno, o sociólogo e membro do Laço Branco Paulino Moniz, que é também orador do referido evento, considerou a violência física como “a gota do oceano no grupo das violências cometidas nos relacionamentos, indicando a importância da identificação dos tipos de violência visando garantir a sua prevenção ou evitar a sua prática.

“Muitas vezes para nós pode parecer uma acção romântica, mas são situações de violências de forma disfarçada. Temos violência física, patrimonial, verbal, sexual, patrimonial, ou seja, temos várias situações que infelizmente terminam em casos de feminicídio e muitas vezes seguido de casos de suicídio”, apontou.

Defendeu, neste sentido a necessidade de se promover um debate profundo asseverando que o objectivo não deverá centrar-se em “procurar vítimas e culpados”, mas como é que cada pessoa através das suas experiências e conhecimento poderá dar o seu contributo na procura da construção de um país melhor.

Entretanto, para isso, advogou que é preciso haver mudanças de paradigmas envolvendo vários actores da sociedade civil, apelando, por outro lado, aos jovens a se valorizarem mais e a darem mais importância aos gestos que simbolizam o verdadeiro amor e evitar cair na “rotina de discursos e palavras feitas”, concluiu Paulino Moniz.

O referido debate terá como oradores Paulino Moniz, sociólogo e membro do Laço Branco, Tiana Tairine Silva, estudante de Ciências de Comunicação e representante do “Movimento Jovens Pela Paz” e Florenço Varela, doutor em Educação.

A conversa será moderadora pela presidente da JPAI-Ribeira Grande de Santiago, Elsa Vaz, esta tarde, na Escola Secundária Regina Silva, na cidade da Praia.

CM/ZS

Inforpress/Fim

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