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José Viana convicto de que o processo de regularização extraordinária dos imigrantes não deixará ninguém para trás

Cidade da Praia, 15 Jan (Inforpress) – O presidente da Plataforma das Comunidades Africanas Residentes em Cabo Verde mostrou-se hoje convicto de que o processo de regularização extraordinária de imigrantes da CEDEAO e dos PALOP residentes em Cabo Verde não deixará ninguém para trás.

Em declarações à Inforpress, José Viana disse estar confiante de que o processo que iniciou hoje e termina a 15 de Junho irá decorra da melhor forma possível e que terá uma grande afluência dos imigrantes.

“Nos estamos convencidos que até Junho ninguém ficará para trás nesse processo onde todos terão a garantia de o fazer para que possam exibir com muita dignidade o seu cartão de residência e valorizar e empoderar os imigrantes, sobretudo, da Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (CEDEAO).

A estimativa, segundo o presidente da Plataforma das Comunidades Africanas Residentes em Cabo Verde, é atingir os 15 mil imigrantes que estão em situação irregular de modo a se regularizarem.

“Acho que iremos alcançar essa meta, porque temos feito de tudo para que isso aconteça, com divulgação e circulação de conteúdos de comunicação, com spots publicitários escritos em português e crioulo para ajudar os imigrantes e sentirem-se motivados para aproveitarem essa grande oportunidade”, sublinhou.

Entretanto avançou que esta tarde vai ser lançado o Portal «ERESIDENCIA» (https://e-residencia.gov.cv) da secretaria digital que dá suporte à etapa de submissão dos pedidos que vai tornar o processo transparente.

Para evitar que haja situações de aglomerações de pessoas com filas longas, assegurou que foram abertas vários postos de apoio com atendedores formados para explicar e esclarecer todos aqueles que não conseguirem inscrever-se online, já que o processo vai decorrer 100% virtual.

Realçou que neste momento, as associações, igrejas e rádios comunitárias estão prontas e disponíveis para colaborar com a Plataforma das Comunidades Africanas Residentes em Cabo Verde na divulgação e esclarecimento sendo que a situação pandémica não tem colaborado para uma boa divulgação.

“É um processo fácil, mas desconfiando que toda a gente por ventura possa não ter capacidade de entrar na plataforma e fazer a submissão dos seus documentos, nós criamos postos de apoio, apoiado pela Cruz Vermelha, embaixadas da Guiné-Bissau e de São Tomé e Principie e Alta Autoridade para a Imigração”, acrescentou.

Segundo explicou, os postos de apoio estão munidos de equipamentos necessários para receber documentos em formato de papel, mas também para ajudar aqueles que queiram fazer através da plataforma ‘online’.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), Cabo Verde tinha em 2018 cerca de 18 mil imigrantes legalizados, correspondente a cerca de 3% da população total, na sua maioria africanos.

Muitos outros estrangeiros ainda não estão legalizados e a burocracia e demora na obtenção de documentação para regularização da sua permanência é um dos constrangimentos mais apresentados por estes.

O processo de regularização extraordinária de imigrantes da CEDEAO e dos PALOP decorre de 15 de Janeiro a 15 de Junho, podendo ser alargado em caso de necessidade. 

AV/CP

Inforpress/Fim

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