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José Maria Neves diz que Cabo Verde precisa da retoma da economia “como de pão para a boca”

Cidade da Praia, 18 Nov (Inforpress) – O Presidente da República, José Maria Neves, disse hoje que a sua presença na FIC-21 é para “apoiar e estimular” iniciativas desta natureza e que “precisamos, como de pão para a boca, da retoma da economia”.

Instado sobre o que os empresários lhe têm dito, o Chefe de Estado afirmou que os empresários estão “contentes com esta retoma”, apesar de ainda pairar algumas incertezas.

“Temos de trabalhar todos juntos para remover os obstáculos e acelerar o passo para a retoma da economia”, apontou Neves, para quem a “devastação foi enorme” por causa da pandemia de covid-19.

O Chefe de Estado fez essas considerações em declarações à imprensa, à margem da visita que efectuou à Feira Internacional de Cabo Verde, que decorre de 17 a 19 de Novembro, na Cidade da Praia.

Reconheceu que o País vai ter “tempos difíceis”, sobretudo em 2022, mas, sublinhou, há que “acelerar o passo para a transição e a retoma efectiva da economia”.

Perguntado se o anúncio do primeiro-ministro sobre o aumento da carga fiscal não vai ser um empecilho para quem pensa na retoma da economia, respondeu nesses termos: “Temos de tomar medidas, algumas delas dolorosas. O importante é que cada um assuma as suas responsabilidades e que cada um faça a sua parte. Temos de fazer com que os custos desta reforma sejam partilhados por todos: Estado, a sociedade, as empresas e os cidadãos”.

Para o Presidente da República, é importante que se tenha a consciência da situação do País, da devastação provocada pela crise [pandémica] e “assumirmos que temos todos, de mãos dadas, trabalhar arduamente para que possamos retomar e reconstruir o País nos pós pandemia”.

O Chefe de Estado recebeu hoje os representantes dos partidos políticos com assento parlamentar com quem, segundo suas palavras, quis “estimular o diálogo”.

“Temos de criar condições para dialogarmos com serenidade, responsabilidade, para elevarmos o nível do debate político e encontrarmos os consensos necessários”, indicou, acrescentando que a política “é disputa é desacordo, mas é também entendimento e acordo”.

“Ninguém tem a verdade e é preciso que discutamos com abertura de espírito, com liberdade de expressão, para encontrarmos as melhores soluções para o País”, concluiu José Maria Neves.

De acordo com a organização, no total vão estar na FIC 2021, 125 empresas, das quais 66 por cento (%) são cabo-verdianas e 34% estrangeiras, para ocupar cerca de 30 stands, distribuídos pela parte interior e exterior do edifício da FIC.

Para além dos expositores cabo-verdianos, estão inscritos expositores de Portugal, que representam 23% das empresas estrangeiras, da Alemanha, dos Estados Unidos da América, da China, da Mauritânia e da Áustria, que juntos representam 11% do total das empresas.

Durante a feira será realizado um conjunto de actividades em paralelas, destacando algumas conferências, simpósios e encontros com entidades governamentais e outras personalidades, com o intuito de reflectir a situação das empresas neste momento e pensar numa forma de “alavancá-las”.

A FIC é hoje o maior evento empresarial/comercial realizado no País. Pretende-se que as feiras sejam para além de um espaço privilegiado de promoção de produtos e serviços, mas também uma janela de atracção de investimentos para Cabo Verde, de visitantes, tanto residentes como não residentes.

LC/JMV
Inforpress/Fim

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