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José Maria Neves defende a valorização dos símbolos da República

Cidade da Praia, 13 Jan.  (Inforpress) – O Presidente da República defendeu hoje a necessidade da valorização dos símbolos da República, por considerar que só pela pedagogia se pode continuar a construir os caminhos da liberdade e aprofundar a vivência democrática em Cabo Verde.

José Maria Neves manifestou esta inquietação à imprensa no Palácio da República, por ocasião da abertura da Semana da República, que decorre de 13 a 20 de Janeiro, efemérides comemorativas ao Dia da Liberdade e Democracia e dos Heróis Nacionais, respectivamente.

O Chefe de Estado justificou que a apresentação do livro “Noite Escravocrata Madrugada Camponesa”, do historiador António Leão Correia e Silva abre esta jornada, devido à necessidade de o cabo-verdiano conhecer um pouco mais da sua história, de modo a poder ter uma visão mais clara do futuro a construir.

Nesta linha de acção, anunciou ainda a realização de outras actividades “importantes” como o lançamento das comemorações dos 100 anos da Cidade de São Filipe, na ilha do Fogo, com conferências sobre Teixeira de Sousa, de entre outros lançamentos como “As Crónicas Soviéticas” do escritor e economista Osvaldo Lopes da Silva, sobre a liberdade na Cidade Velha.

Disse que o debate sobre a fome em Cabo Verde, que ia ter lugar em São Nicolau, e o lançamento do livro do “grande” Luís Loff de Vasconcelos, referenciado como um dos grandes pensadores do nativismo cabo-verdiano, não vão ser realizados por causa da pandemia da covid-19, prometendo, entretendo, a sua realização para posteriormente.

Para o mais alto magistrado da Nação, “comemorar a República é trazer para a esfera pública os elementos essenciais que devem continuar a levar-nos a esta ideia permanente de um país livre, democrático, justo e inclusivo”, razão pela qual alertou para a necessidade de valorizar os símbolos nacionais, mediante o conhecimento, cada vez mais, da história de Cabo Verde.

“Cada dia descobrimos novos protagonistas, descobrimos novos contributos. Vejam agora o contributo de António da Noli, dos Escravos, o contributo das mulheres para a construção da Nação cabo-verdiana, a importância da nossa língua e muitas vezes debatemos superficialmente as coisas sem conhecermos os seus fundamentos, os seus alicerces”, asseverou.

Daí, entende José Maria Neves que se deve valorizar todas as personalidades que fizeram a história de Cabo Verde, os símbolos, a bandeira, o hino, respeitar as autoridades e construir uma sociedade onde seja possível partilhar valores da liberdade, da democracia e construir uma sociedade justa, moderna, inclusiva e com oportunidades para todos os seus filhos.

A Semana da República convoca as instituições e a sociedade civil à reflexão sobre os frutos da soberania e das liberdades democráticas e sobre a figura de Amílcar Cabral.

A Semana da República 2022 assinala não apenas as primeiras eleições livres no Estado de Cabo Verde e o percurso de densificação democrática ao longo destes 31 anos, mas também a gesta da luta de libertação nacional, com tributo aos combatentes que fundaram a nacionalidade cabo-verdiana, sob a liderança de Cabral, assassinado a 20 de Janeiro de 1973.

SR/ZS

Inforpress/Fim

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