Jornalistas Fretson Rocha, Ricardino Pedro e Daniel Almeida vencem Iª edição do Prémio Jornalismo

Cidade da Praia, 11 Mai (Inforpress) – Os jornalistas Fretson Rocha, Ricardino Pedro e Daniel Almeida venceram a Iª edição do Prémio Jornalismo Financeiro criado pela Bolsa de Valores de Cabo Verde com o intuito de contribuir para a promoção da educação financeira da sociedade.

Fretson Rocha, jornalista da Rádio Morabeza, foi o 1º classificado, com a reportagem intitulada “Instituições Financeiras de Autorização Restrita(offshore)”, tendo recebido 250 mil escudos, o 2º classificado foi para o jornalista Ricardino Pedro, da Agência Lusa, que concorreu com a reportagem “Poupança /Empreendedorismo”, com a qual levou para casa 150 mil escudos e o jornalista Daniel Almeida, do jornal A Nação, 3º classificado, com o tema “A privatização dos TACV”, arrecadando 100 mil escudos.

O anúncio foi feito esta tarde pelo presidente do Conselho da Administração da Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVCV), Miguel Monteiro, tendo realçado na sua intervenção que a literacia financeira é um longo caminho e que a atribuição deste prémio é apenas um passo para se atingir o objectivo de ter uma sociedade conhecedora e ciente dos instrumentos financeiros existentes.

Destacou o papel “relevante” e “insubstituível” da comunicação social enquanto parceira da primeira linha neste desafio que é de toda a sociedade cabo-verdiana, salientando que o BVCV quer estabelecer com o referido sector uma relação mais próxima e profícua.

De acordo com este responsável, o referido prémio conta com a colaboração da AJOC, o júri convidado para analisar as diversas peças é totalmente externo a Bolsa de Valores e foi constituído pelo professor universitário e presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras, Daniel Medina, sócio da empresa BTOC, Carlos Graça e presidente do Fundo de Garantia de Depósitos, Carlos Rocha.

“Esperamos que a atribuição deste prémio incentive outros jornalistas a concorreram nas próximas edições, sendo que já podem se inscrever e enviar os trabalhos para o ano 2022 até Dezembro deste ano e esperamos estar daqui a um ano a atribuir prémios para mais trabalhos”, afirmou.

Por seu lado, o presidente do júri, Daniel Medina, explicou que a metodologia aplicada foi a análise, classificação e a ordenação dos trabalhos de modo a se chegar a um resultado que representasse o mais fielmente possível o trabalho dos concorrentes.

Um dos critérios atribuídos, prosseguiu, foi a actualidade e o impacto do conteúdo, rigor e profundidade análise jornalística, qualidade jornalística de comunicação, originalidade, relevância do tema e qualidade global.

“Uma boa peça jornalística não se pode ficar pelo superficial ou apenas repetição, pelo que a investigação, confronto de ideias e o debate plural ajuda a entender a realidade no seu todo, quando por vezes cada actor só fala aquilo que interessa”, afirmou, informando que ao todo concorreram sete trabalhos jornalísticos.

O 2º classificado do prémio, Ricardino Pedro, em declarações à imprensa mostrou-se muito satisfeito com a classificação, justificando que neste momento de crise é importante as pessoas adoptarem o hábito de poupar.

“Para mim, por ter ficado entre os melhores´(…) é um prémio muito importante, sobretudo conseguido nesta altura de crise, subida de preços em que na minha reportagem em concreto, chama-se atenção das pessoas para a questão da poupança e empreendedorismo, que não é só poupar para investir, mas também para outras coisas”, declarou.

Disse ainda que espera que este prémio sirva de incentivo para todos os jornalistas e oportunidade para os mesmos aprofundarem na especialização do jornalismo económico em Cabo Verde.

O prémio Jornalismo Financeiro, de periodicidade anual, foi instituído no ano de 2021 e é atribuído mediante concurso, dirigido aos profissionais da comunicação social nacional, que exerçam legalmente as funções, no território nacional.

O Prémio conta com a parceria da Associação dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) e visa “promover e estimular o engajamento dos profissionais da comunicação social, através do estudo, da investigação e do acompanhamento regular do mercado de bolsa, produzindo conteúdos susceptíveis de contribuir para a educação financeira da sociedade.

CM/JMV
Inforpress/Fim

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