Jornalistas e veículos de comunicação de 12 países nomeados a Prémio RSF para a Liberdade de Imprensa 2019

Cidade da Praia, 03 Set (Inforpress) – A Repórter Sem Fronteiras (RSF) revelou a lista de jornalistas e veículos de 12 países que foram nomeados nas categorias coragem, impacto e independência do jornalismo do Prémio RSF para a Liberdade de Imprensa 2019.

Segundo a RSF em comunicado de imprensa, a cerimónia de entrega dos galardões será no dia 12 de Setembro, em Berlim, elucidando que o prémio visa recompensar jornalistas particularmente corajosos e independentes, cujo trabalho teve um impacto significativo.

“Vários dos indicados são ameaçados ou foram presos repetidamente devido ao seu trabalho, contudo, não se deixam abalar e elevam suas vozes contra os abusos de poder, a corrupção e outros crimes. A terrível situação desses jornalistas, em vez de nos deixar pessimistas, nos inspira o otimismo da determinação”, lê-se na nota.

A coragem colocada a serviço dos ideais do jornalismo, ajuntou a mesma fonte, é um incrível factor de encorajamento para todos aqueles que pretendem enfrentar os maiores desafios da humanidade.

Entre os nomeados, destacou a RSF, estão um jornalista investigativo russo que já sofreu inúmeros ataques, uma vietnamita espancada e aprisionada por causa de seu trabalho e o mais antigo jornal do Paquistão, alvo de uma perseguição constante por parte das autoridades oficiais.

Para o prémio da coragem, foram nomeados o fundador do jornal Novye Kolesa Igor Roudnikov, da Rússia, alvo de vários ataques devido a suas investigações sobre corrupção e desvio de fundos públicos.

A blogueira e jornalista Eman al Nafjan, da Arábia Saudita, que organizou importantes campanhas para que as mulheres fossem autorizadas a dirigir e ter acesso a mais direitos.

O italiano Paolo Borrometi pelas suas corajosas investigações sobre a máfia tornaram-no alvo regular de ameaças de morte e o forçaram a viver sob protecção policial permanente.

A blogueira brasileira Lola Aronovich que é conhecida em todo o país por seus textos feministas e seu envolvimento com a luta pelos direitos das mulheres. A lei Lola foi baptizada em homenagem aos seus trabalhos contra a violência online.

Para o prémio do impacto, os seguintes veículos de comunicação e jornalistas foram nomeados: Bihus.info o colectivo de repórteres fundado por Denys Bihus, da Ucrânia, Pham Doan Trang (Vietnam) Sudanese Journalists Network (Sudão) e o fotojornalista chines Lu Guang.

Conforme adiantou a RSF, para o prémio da independência, foram nomeados os jornalistas Caroline Muscat (Malta), Dawn (Paquistão) e o camaronês Amadou Vamoulké e o semanário independente Confidencial da Nicarágua.

Criado em 1992, o Prémio RSF para a Liberdade de Imprensa tornou-se um evento celebrado a cada ano na França. Em 2018, foi realizado pela primeira vez em Londres. Este ano, será realizado em Berlim.

Os vencedores serão anunciados no dia 12 de Setembro no Kammerspiele du Deutches Theater de Berlim. Serão escolhidos por um júri composto pelo Conselho Emérito da RSF e pelos presidentes de todas as secções da organização.

CM/CP

Inforpress/Fim

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