Jorge Santos classifica relação bicentenária existente entre Cabo Verde e os EUA de “forte e douradora”

Cidade da Praia, 24 Jan (Inforpress) – O presidente da Assembleia Nacional considerou hoje de “forte e douradora” a relação bicentenária existente entre Cabo Verde e os Estados Unidos da América (EUA), país que qualificou de “parceiro estratégico e amigo” do arquipélago.

Jorge Santos fez essa apreciação no acto de abertura da conferência “As relações entre Cabo Verde e os Estados Unidos da América: Duzentos anos depois” promovida pela Universidade de Cabo Verde em parceria com a embaixada dos EUA e que decorre na Cidade da Praia.

“Partilhamos com os EUA valores como a liberdade e a dignidade da pessoa humana (…) e, assim como os Estados unidos, o homem está no centro de toda a actividade política”, disse, sublinhado, por outro lado, que os ganhos conseguidos pelo País têm merecido “apreciações positivas” de dirigentes americanos.

Mas, hoje “queremos recordar que existem dois momentos marcantes e distintos na história diplomática entre os dois países e que os Estados Unidos, bem cedo, entenderam a importância estratégica do arquipélago, no cruzamento dos três continentes, manifestando o seu interesse em estabelecer o seu consulado em 1818, na remota cidade da Praia, disse.

O presidente da Assembleia Nacional fez ainda menção sobre a ligação entre os dois países da época em que “o precioso “pó extraído das salinas de Pedra de Lume”, numa referência ao sal, chegava aos EUA, do mar que levou os baleeiros à ilha Brava, onde recrutavam a mão-de-obra, abrindo portas à nossa emigração, aos dias de hoje.

Em relação à cooperação existente entre os dois países, destacou os compactos MCA, o acordo de defesa e segurança no combate ao tráfico ilícito, pirataria e terrorismo e o acordo SOFA, e lembrou a abertura dos EUA para uma cooperação que privilegie uma educação de qualidade, dirigida para o mercado de trabalho e que aposta nas tecnologias de informação e comunicação.

A encarregada de negócios da embaixada dos Estados Unidos em Cabo Verde, Marissa Scott, presente no acto, por seu lado, realçou os esforços que o seu país tem tido para com Cabo Verde, no domínio da cooperação, visando assim o desenvolvimento.

Na área da educação, lembrou as parcerias existentes com universidades americanas, o que, no seu entender, tem vindo a contribuir para uma maior relação interpessoal entre os dois países.

“A Embaixada dos EUA orgulha-se em ser co-financiadora do ciclo de conferências, como elemento central do nosso bicentenário para marcar a data da nossa primeira relação quando o primeiro consulado foi inaugurado em solo cabo-verdiano, em Dezembro de 1818”, disse.

Neste âmbito, sublinhou que nos próximos 12 meses a comissão organizadora do ciclo de conferências vai dedicar-se à educação de cidadãos sobre os laços históricos existentes entre os dois países.

Reafirmou, por outro lado, o compromisso dos EUA em continuar a apoiar os esforços de Cabo Verde na defesa da paz e segurança dos povos.

Por sua vez, a reitora da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), Judite Nascimento, lembrou a acção dos navios baleeiros que deram origem aos laços de cooperação e de amizade entre os dois países.

“Nos Estados Unidos temos o núcleo mais grande da nossa emigração, pelo que podemos dizer que a importância da nossa diáspora para Cabo Verde é incalculável, isso sem falar do impacto social que contribui para o desenvolvimento dos nossos recursos humanos”, sublinhou.

No entanto, apesar das várias parcerias existentes em termos de educação, Judite Nascimento, aspira, após estas conferência que assinalam os 200 anos de relação entre os dois países conseguir expandir as suas redes de parceria no domínio do ensino superior.

Para assinalar a data foi hoje apresentado, no ciclo de conferências sobre a temática, dois painéis por António Correia e Silva, Jorge Tolentino, Carmem Barros Furtado e Carlos Veiga.

As relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cabo Verde foram inauguradas em Dezembro de 1818 com a abertura da primeira missão do consulado americano na África subsaariana.

Os dois países desenvolveram “relações fortes e sem precedentes” no comércio, educação, segurança e troca de pessoas para pessoas nesses 200 anos.

PC/AA

Inforpress/Fim

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