Jorge Santos classifica 13 de Janeiro como o culminar de várias lutas pela liberdade travadas pelo povo cabo-verdiano

Cidade da Praia, 13 Jan (Inforpress) – O presidente da Assembleia Nacional afirmou hoje que o 13 de Janeiro é o culminar de várias e dolorosas lutas pela liberdade que o povo das ilhas travou, nos mais de cinco séculos de sua história.

Jorge Santos fez essa afirmação, ao discursar na sessão solene especial comemorativa do 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia, sublinhando que, 30 anos depois, é possível dizer que a comemoração 13 de Janeiro de 1991, a cada ano, faz reflectir sobre o país que Cabo Verde é hoje e o que quer ser.

“Gostaria de lembrar que, mais do que uma data ou efeméride, o 13 de Janeiro é o culminar de várias e dolorosas lutas pela liberdade que o povo das ilhas travou, nos mais de cinco séculos de sua história (…). Podemos afirmar, sem medo do erro, que o Cabo Verde de hoje é, incontornavelmente, o resultado do 13 de Janeiro de 1991”, frisou.

Para o presidente da Assembleia Nacional, apesar de se viver em liberdade e democracia, não se deve esquecer ameaças ao seu real exercício, garantindo que o País está sempre pronto para lutar por elas, sublinhando que os últimos 30 anos demonstraram que as instituições da República estão numa consolidação gradual e permanente.

“Somos um país com 30 anos de democracia que goza de uma grande estabilidade, onde as escolhas democráticas, as alternâncias políticas, fazem parte natural da nossa vida, sendo absolutamente impensável a existência de qualquer modelo alternativo de exercício de poder”, considerou.

O Parlamento, segundo Jorge Santos, enquanto “centro por excelência do sistema político cabo-verdiano, um espaço do verdadeiro debate político, expressão das diferenças, mas também de construção de consensos e entendimentos”, deverá assumir a sua responsabilidade nesse compromisso, garantindo as condições necessárias ao contínuo avanço do nosso país.

Para o chefe da casa parlamentar, a “robustez” da democracia cabo-verdiana é um “trunfo” para o arquipélago, facto recorrentemente conhecido pelos parceiros de desenvolvimento e por “insuspeitos” organismos e agências internacionais.

“As ameaças são muitas e não podemos baixar a guarda. Temos de nos manter vigilantes a quaisquer sinais internos ou externos que ponham em causa os direitos adquiridos, sejam eles políticos ou civis, e nos mantermos unidos em torno dos princípios fundamentais do 13 de Janeiro, bem presentes na nossa constituição democrática de 1992”, defendeu.

No entender do presidente da Assembleia Nacional, a consolidação da democracia no País exige que não se esteja “sempre centrado na conflitualidade” política em torno de questões “acessórios e artificiais”, acrescentando que a participação cívica e política é a essência da democracia, assim como o é a competição saudável e responsável entre os actores políticos.

A sessão solene especial comemorativa do 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia, que acontece pela quinta vez consecutiva na Assembleia Nacional, contou com a participação do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, membros do Governo e deputados nacionais.

Presidentes do Tribunal Constitucional, do Supremo Tribunal de Justiça, do Conselho Superior da Magistratura Judicial, do Conselho Superior do Ministério Público e do Tribunal de Contas, assim como os presidentes de câmaras e assembleias municipais, combatentes da liberdade da Pátria, representantes do corpo diplomático e de organismos internacionais, das confissões religiosas e das organizações da sociedade civil.
DR/JMV

Inforpress/Fim

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos