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Jorge Santos aponta intolerância e pobreza como “ameaças sérias” à democracia cabo-verdiana

Cidade da Praia, 12 Mar (Inforpress) – O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, apontou hoje, na Cidade da Praia, a intolerância e a pobreza como “ameaças sérias” à democracia cabo-verdiana.

A constatação foi feita no discurso da abertura da conferência “As Transições Democráticas em África: O caso cabo-verdiano no contexto das transições da década de 90”, realizada no âmbito das comemorações dos 30 anos da Liberdade e Democracia.

Segundo o líder da Casa Parlamentar cabo-verdiana, “não sendo um fenómeno específico de Cabo Verde”, a intolerância é uma das grandes ameaças, porque se aproveita da democracia para destruir por dentro e fazer valer apetites autoritários.

“Por essa razão, a luta contra a intolerância deve ser prioridade”, defendeu Jorge Santos, considerando que “multiplicam-se discursos inflamados, extremistas e populistas, que tentam conquistar simpatia, mesmo sabendo que a retórica construída não é nem verdadeira e nem realidade”.

No que concerne à pobreza explicou que essa condição humana é vulnerável a discursos demagógicos, uma vez que, precisou, o alto nível de dificuldades para a satisfação de necessidades básicas não deixa lugar para discernimento e fragiliza o exercício da democracia.

Por isso, indicou que o combate sistemático à pobreza exige um plano consensualizado e tecnicamente elaborado, aliado a uma vontade política de quem governa para afectar recursos para o desenvolvimento da inclusão social e o empoderamento das pessoas “criando oportunidades e as condições de acesso a todos, especialmente aos mais vulneráveis”.

“Será preciso definir com rigor um limite a partir do qual os cidadãos serão socorridos e depois empoderados para a autonomia”, acrescentou.

O presidente da Assembleia Nacional considerou, contudo, que a democracia cabo-verdiana é “consolidada”, que a liberdade é exercida na sua plenitude e que o País goza de muito respeito na arena internacional, com parceiros credíveis e confiáveis.

Em relação à transição democrática em Cabo Verde, que culminou com as eleições de 13 de Janeiro de 1991, Jorge Santos considerou que teve “características muito específicas” porque foi “negociada, pactuada, exercida por um movimento social amplo, pacífica e que contemplou todas as exigências feitas pela representação da sociedade”.

O objectivo desta conferência internacional é aprofundar a reflexão científica sobre o processo de transição democrática em Cabo Verde em diálogo com as transições democráticas em África na década de 90.

Incentivar a academia a desenvolver o ensino e pesquisa sobre o processo de transição democrática, contribuindo para o enriquecimento da ciência política em Cabo Verde são também propósitos deste encontro, organizado pelo Governo de Cabo Verde.

O encerramento vai estar a cargo do primeiro-ministro, José Ulisses Correia e Silva, através de vídeo-conferência.

OM/HF

Inforpress/Fim

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