Jorge Carlos Fonseca quer sociedade “atenta e participativa” no debate da questão da regionalização

 

Tarrafal, 25 Abr (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos, defendeu hoje ser “importante” que os cidadãos estejam “atentos e participativos” por ocasião do debate nacional, num futuro breve, da questão da regionalização, descentralização e desconcentração.

Jorge Carlos Fonseca, que discursava na cerimónia comemorativa do centenário do município do Tarrafal, interior da ilha de Santiago, ao se dirigir ao edil local, pediu que não se deixe a última palavra aos partidos políticos, acrescentando que “a sociedade, como um todo, terá de dizer de sua justiça”.

“É, pois, de se evitar um processo de regionalização e de descentralização de cima para baixo e um debate circunscrito a uma elite que nem sempre se pode mostrar capaz de captar o sonho e as prioridades da nossa gente e traduzi-los em projectos”, alertou.

Nesta perspetiva, acrescentou, deve-se encorajar o envolvimento da sociedade civil tanto no debate nacional quanto na organização de espaços de diálogo e na difusão da informação, porquanto a apropriação pela sociedade civil do debate sobre a regionalização e a descentralização permitirá a construção de um modelo de regionalização e de descentralização que seja consentâneo com a natureza dos problemas que o cidadão espera poder resolver quando se escolher o melhor figurino.

Tarrafal, fazendo jus à sua própria História, na óptica do Chefe de Estado, “não pode ficar indiferente ou passivo”, devendo acolher fóruns, conferências, encontros, etc., sobre regionalização e a descentralização, criando assim condições para que os seus munícipes coloquem uma pedra no traçado do caminho que deste diálogo nacional sairá.

Para Jorge Carlos Fonseca, há, portanto, um dever que recai sobre as forças vivas deste concelho em preparar o Tarrafal e os tarrafalenses para a “grande obra” de identificação e construção da estrada rumo à prosperidade e ao desenvolvimento.

Propõe que as especificidades do turismo de Tarrafal devem ser aproveitadas, sempre na perspectiva de atrair visitantes, sem descaracterizar o modo de ser e de estar do tarrafalense, pelo contrário fazendo das suas diferentes manifestações culturais, também, um produto turístico.

A agricultura, a pecuária e a pesca são outras áreas “importantes” cujas potencialidades devem ser aproveitadas em articulação com o desenvolvimento do sector turístico, entende o Presidente da República, para quem a mobilização social dos actores para, activamente, participarem no processo de desenvolvimento é uma aposta que as autoridades municipais precisam ganhar.

“Não duvido que o futuro deste concelho é muito promissor e arriscaria a dizer que nos próximos 25 anos ultrapassaremos de longe os grandes ganhos conseguidos em cem anos. As pessoas de Tarrafal necessitam e apostam nisso Cabo Verde espera por isso”, concluiu.

Inforpress/Fim

 

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