Jorge Carlos Fonseca justifica sua não deslocação a Guiné-Bissau por “não ser o momento adequado e por falta de consenso”

Cidade da Praia, 15 Fev (Inforpress) – O Presidente da República justificou a sua decisão de não ir a Guiné-bissau durante o período eleitoral para as legislativas de 10 de Março, enquanto presidente da CPLP, por “não ser o momento adequado e por falta de consenso”.

Jorge Carlos Fonseca admitiu, esta tarde, em conferência de imprensa, ter ponderado a possibilidade de fazer uma visita a Guiné-Bissau para se inteirar dos preparativos do andamento do processo eleitoral e as reacções dos actores políticos, Presidente da República e do governo e da sociedade civil para as legislativas de 10 de Março.

“Sempre disse que numa altura dessas e nesse contexto de alguma complexidade, para quem conhece o percurso político da Guiné-bissau nos últimos tempos, só teria sentido essa visita neste momento caso todos os protagonistas políticos entendessem que a presença do Presidente em exercício da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) contribuísse para ajudar o processo eleitoral com a melhor justeza e transparência possível”, explicou.

O chefe de Estado cabo-verdiano entende que a sua ida a Guiné-Bissau só seria importante para este país vizinho, caso reforçasse o clima de estabilidade política e institucional e servisse aos guineenses encetar o caminho do progresso social, económico e cultural por que anseiam.

Disse que deixaria esta visita para um momento exterior, acrescentando que “esta avaliação foi feita antes”, mas que reconfirmou a justeza da sua decisão depois de ter recebido esta semana o presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.

O Chefe de Estado disse que nesta sua pretensão de ir a Guiné-Bissau, na qualidade de presidente em exercício da CPLP, teve de fazer consultas internas e externas.

As campanhas oficiais para as eleições nesse país da África Ocidental, marcadas para o dia 10 e Março, deverão iniciar-se neste sábado, 16 de Fevereiro.

Jorge Carlos Fonseca augurou votos para que as eleições da Guiné-bissau decorram bem e que os resultados sejam aceites por todos, visando a formação de um novo governo e que o país consolide a sua democracia e o estado do direito, em benefício dos guineenses que “fizeram uma luta exemplar para a independência”.

A deslocação de Jorge Carlos Fonseca a Bissau chegou a ser anunciada pela Presidência da República da Guiné-Bissau e devia acontecer de 12 a 14 de Fevereiro, ainda que a Presidência da República de Cabo Verde nunca tivesse confirmado esta visita oficial.

SR/JMV

Inforpress/Fim

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